O ÓCIO É UMA ARTE

 

 

Por Rafael Souza

Como você lida com o ócio?

Seria o ócio a arte de equilibrarmos dinamicamente a nossa relação com o mundo?

Segundo De Masi, a espécie humana passou por diferentes transformações: “da atividade física para a intelectual, da atividade intelectual de tipo repetitivo à atividade intelectual criativa, do trabalho-labuta nitidamente separado do tempo livre e do estudo ao “ócio criativo”.

O próprio conceito de sucesso, abordado pela agência Box 1824 em seu vídeo “All work and All Play, vem evoluindo e trazendo reflexos de um resgate a cultura do “Ócio Criativo”, defendido por De Masi. O vídeo que faz referência à geração y, não como uma faixa etária e sim como uma tendência, destaca que o profissional deste novo momento da sociedade já não se contenta com a estabilidade das empresas ou com o crescimento meritocrático. O sucesso agora se vive no dia-a-dia, nos diferentes estímulos e aprendizados, nas inúmeras possibilidades de fazer novas conexões e dar luz ao projeto da sua vida, é preciso se trabalhar com paixão.

Assim como já se viviam, e ainda se vivem muitas comunidades rurais ao redor do mundo, as atividades voltaram a se misturar. A busca pelo prazer no fazer se torna uma constante. Não basta mais trabalhar para ganhar dinheiro, para se viver o lazer. Hoje se vive a busca pelo lazer, pelo bem estar no trabalho, o que traz consigo novamente a reflexão sobre como vivemos a nossa vida, sobre que trabalho traz sentido a nossa existência e atende as nossas necessidades, sejam elas individuais ou coletivas.

A era pós-industrial abriu um campo imenso de possibilidades para que a nova sociedade se volte para si, para pensar em como estamos trilhando nosso caminho, nossa jornada individual e coletiva. Como encontramos este equilíbrio dinâmico entre o viver pra mim e o viver para o mundo? Ou melhor, como eu posso viver estas duas facetas da existência ao mesmo tempo?

 

Sem título

 

Para De Masi, “quanto mais a natureza de um trabalho se limita à mera execução e implica puro esforço, mais ele se priva da dimensão cognoscitiva (área 2 segundo esquema acima) e da dimensão lúdica (área 3). Esta é a situação infeliz que no esquema corresponde à área 1.  Existem porém, trabalhos que desembocam no jogo, como, por exemplo, o de uma equipe cinematográfica que se diverte na filmagem de um filme cômico (área 4);  e existem trabalhos que se misturam com o estudo, como o de uma equipe de cientistas realizando um experimento (área 5). Contudo, a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo (área 7);  isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo”.

O “ócio criativo” é, portanto, a arte do equilíbrio, a alquimia entre o trabalho, aprendizado e o lazer. Para se atingir este estado, antes de tudo, demanda de um processo de auto reflexão,  em saber reconhecer aquilo que nos traz bem estar, nos coloca no presente e nos permite  experienciarmos a vida e as nossas atividades com tamanha profundidade, ao ponto em que, como diz um velho conto Zen, citado pelo autor, passe a almejar  simplesmente, “a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.”.

E você, como equilibra a sua relação com o mundo?

 

 

Quer saber mais sobre o Workshop ÓCIO CRIATIVO, que estará acontecendo de 13 à 18 de Outubro em Curitiba?

Acesse nossa página no Facebook e saiba mais!

Referências:

COSTA, VANESSA. Resumo do livro: O Ócio Criativo. UFSC, 2003.

DE MASI, DOMENICO. O Ócio Criativo. Editora Sextante. Rio de Janeiro. 2000

All work and All Play. Box 1824. Brasil 2012. Disponível em: http://vimeo.com/44130258

“O homem que trabalha perde tempo precioso”

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Por Rafael Souza

“O homem que trabalha perde tempo precioso” Domenico de Masi

Opa! Calma…..

Entendo como pode se sentir após um árduo dia de trabalho para tornar, sua start up, projeto ou empresa financeiramente sustentada e, no fim deste intenso dia, se deparar com um insulto deste, ainda mais ao saber que este que voz fala, enquanto escreve, se percebe descalço, sem camisa e saboreando um delicioso açaí com cacau.

Um segundo de respiração profunda…

Antes de considerar tal citação “ultrajante” para sua prática empreendedora, eu o convidaria a refletir lendo este breve artigo.

Quem é este homem? Que trabalho é este? E que tempo precioso é este de que tanto falamos?

A frase proferida pelo sociólogo Domenico de Masi em seu livro “O ócio criativo”, ainda mexe com a mente de muitos empresários e empreendedores por aí a fora.

Segundo De Masi, “o futuro pertence a quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar num sistema de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo e com o jogo, ou seja, com o “ócio criativo”.

Para se compreender melhor o que o autor define como “ócio criativo”, é necessário que percebamos o processo de desenvolvimento da nossa espécie, da sociedade industrial e pós-industrial compreendendo, a partir daí a profundidade dos temas como tempo livre e criatividade.

O desenvolvimento do termo “ócio criativo” originou-se da experiência com os diversos absurdos organizacionais que tornam o trabalho nas empresas angustiante. Segundo Costa, partimos de uma sociedade onde uma grande parte da vida das pessoas adultas era dedicada ao trabalho e caminhamos hoje, para o desenvolvimento de uma nova sociedade, em que parte do tempo será dedicada a outra atividade.

Atualmente fazemos muito mais coisas com o cérebro que com as mãos , ao contrário de como fizemos nos últimos milhares de anos, uma profunda e “rápida” transformação comportamental.  Segundo o autor, a espécie humana foi um divisor de águas na história da vida na Terra, a começar por uma característica, nossa imperfeição. “Somos os únicos animais que precisam de ao menos 10 anos de assistência para que nos tornemos indivíduos em condições de sobreviver.” Em função disto, “não recomeçamos sempre do início, mas, além das características hereditárias e do saber instintivo”, recebemos dos adultos o “saber cultural.”.

Passamos por todo nosso processo evolutivo, aprendendo a dar, não apenas funcionalidade, mas também significado ao que estava ao nosso redor, modificando cenários e construindo beleza ao que passamos a produzir, seja para conseguirmos uma “graça dos deuses”, ou para nos sentirmos bem. A sociedade industrial, pelo contrario “isolou o belo, expulsando-o do mundo do trabalho”. Fomos conduzidos a um modelo de trabalho que permitiu a milhões de pessoas agirem “com o corpo, mas não lhes deixou a liberdade para expressar-se com a mente. Na linha de montagem, os operários movimentavam mãos e pés, mas não usavam a cabeça. A sociedade pós-industrial oferece uma nova liberdade: depois do corpo, liberta a alma.”.

Segundo De Masi, para vivenciarmos de forma plena este momento pós – industrial, é necessário que se reavalie a organização e os ritmos desenvolvidos em nossa fase industrial. Não nos é mais conveniente, sequer necessário, viver uma rotina de trabalho que nos separe de nossas demais atividades – assim como vivíamos antes do desenvolvimento do modelo de indústria – onde dedicavamos oito horas do dia para o trabalho, oito horas para dormirmos e as demais oito horas para “nos divertirmos” (se entendermos também por divertimento o tempo que ficamos parados no trânsito em grandes cidades, nas filas de supermercados e as tantas outras atividades que, por incrível que pareça, ainda existem mesmo quando trabalhamos).

A separação entre trabalho e divertimento (ou jogo, como cita De Masi), perdeu boa parte de seu significado. Segundo o autor, tal distinção não se presenciava na época rural. Camponeses e artesãos viviam no mesmo lugar em que trabalhavam e suas atividades de trabalho se misturavam às domésticas e a “cantorias e outras distrações”.

Para De Masi, quando conseguimos conciliar todas estas dimensões, quando trabalhamos, aprendemos e nos divertimos (seja em atividades de lazer, com os amigos, com a família, ou até mesmo sozinho) tudo ao mesmo tempo, estamos vivenciando o “ócio criativo”.

Tal visão, como muito facilmente é percebida sendo aplicada por muitas das maiores empresas de tecnologia do mundo, é, sem dúvida, uma tendência crescente, sobretudo, segundo o autor, no Brasil onde, como “em nenhum outro país do mundo a “sensualidade”, a “oralidade”, a alegria e a “inclusividade” conseguem conviver numa síntese tão incandescente”.

De Masi defende que, quando se vive o ócio, a filosofia é idêntica a de um comportamento em que, no trabalho, é considerado ético se são evitados resultados vantajosos para si e prejudiciais para os outros. Pode se viver o ócio “com vantagens para si e para os outros, sem prejudicar ninguém. Neste caso, e somente neste caso, se atinge a plenitude do conhecimento e da qualidade de vida.”.

De fato, vivenciar o ócio criativo, como propõe De Masi, é, sobretudo, “uma arte”, a arte de conciliar trabalho, aprendizado e lazer ao mesmo tempo, potencializando sua capacidade criativa e colocando-a em prática para seu próprio benefício e daqueles que estão ao seu redor, de maneira cada vez mais eficiente e prazerosa.

Como já dizia o grande sábio Confúcio “Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”

Nos próximos dias estaremos trazendo mais reflexões sobre como atingirmos o estado de ócio criativo, portanto, se você se sentiu provocado a conhecer mais sobre este conceito, acompanhe nosso blog e saiba mais sobre o Workshop Ócio Criativo, que acontecerá entre os dias 13 e 18 de Fevereiro em Curitiba, na Airumã Estação Ambiental.

Acesse nossa página nosso site ou entre em contato conosco pelo e-mail contato@designaovivo.com.br ou pelo telefone 4196271914/4199530324

Uma ótima, ociosa e criativa semana!

 

Referência

 

DE MASI, DOMÊNICO. O ócio Criativo. Rio de Janeiro. Sextante. 2000

 



 

Ocio Criativo

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O que vc faz em seu tempo livre?

Criatividade é palavra chave, que às vezes falta em nossa vida. Aliás, desenvolver rotinas é tudo o que não queremos, e quando percebemos, é ali que estamos, automatizados. O que é isto que nos faz ver as coisas com ‘normalidade’…ou normose, como cita Pierre Weil?
Que dificuldade é esta de romper com o sentimento de naturalidade que nos impede de imaginar mundos diferentes de ser e viver?

Curso com atividade vivencial: sensibilização pela manha, métodos e praticas à tarde, reflexões à noite. Atividades corporais leves, ativação dos sentidos, experimentação com pintura e materiais, caminhada sensorial na floresta, trabalho individual e dinâmica em grupo colaborativo.

Programa:

O CRIATIVO
O imaginário e o concreto
Teoria e prática
Bloqueio à criatividade
O jogo e o aprendizado
Experiência
Valor e apreciação
Riqueza
Sensibilização dos sentidos, [corpo, audição, observação, paladar e olfato]
Inspiração
Geração de conceitos
Métodos criativos
Autogestão
Co- criação
Cenários

 

Coffee break pela manhã e tarde. Almoço livre na região de Santa Felicidade

Curso livre: 60 hr


Público: criativos, designers, publicitários, artistas, escritores, empreendedores, cineastas

Data: de 13 à 18 de fevereiro
horário das 8h30 às 22h00

Onde: Estação Ambiental Airumã
Avenida Fredolin Wolf, 3539 – Pilarzinho, PR

Investimento: 552,00
PROMOÇÃO: 503,00 [até 02 de fev]

Formas de pagamento:

– 552,00 – 4 x de 138,00 no cartão crédito

[podendo estender até 06 vezes com acréscimo – feito com a maquineta móvel, agendar data, horário e local de pagamento através do do cel 41.88189989]

– 600,00 – 12 x 50,00 pelo Eventioz

[solicite o link com o botão para este acesso]
– a vista 503,00

[possibilidade de pagamento à vista somente até o dia 02 de fevereiro na forma de depósito bancário]

Banco Itau Ag 1656   I   31417-4  l  Cnpj 02.357467/0001-50    I    MARIA BERNADETE BRANDÃO – ME

 

Contato para tirar dúvidas:

contato@designaovivo.com.br ou

– 041 99530324 – com Rafael Souza

– 041 9627 1914/o41 88189989 – com Bernadete

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palavras chaves:
tempo livre . inspiração . colaboração . conexão . conversas significativas . circulação . estímulo . inteligência coletiva . iniciativa

Workshop Dragon Dreaming –

Para realização de projetos autênticos: Workshop Dragon Dreaming!

Modelo de Gestão e realização de projetos aconteceu na Semana de Design, no Museu Oscar Niemeyer, ministrada por Rafael Souza, da Design ao Vivo

 

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Para realizar projetos, pessoas que buscam empreender,  a exemplo de jovens egressos que buscam cursos de empreendedorismo para fazer nascer a sua iniciativa.

O Dragon Dreaming é uma ferramenta que ajuda a tirar o projeto da cabeça e torná-lo real.

Uma abordagem de sistemas vivos para construir organizações e projetos bem sucedidos e sustentáveis.

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DRAGON-DREAMING-LOGOPara sairmos do status quo e criarmos soluções realmente inovadoras para os desafios sociais e ambientais que nosso planeta tem hoje, é necessário não apenas desenvolver projetos diferentes, mas que também são desenvolvidos a partir de uma estrutura diferente.

Percebemos a cada dia mais a necessidade de se criar ambientes mais humanos em nosso ambiente de trabalho, que contemplem o aspecto do Design no âmbito em que considera importante os diferentes “universos” de uma empresa ou projeto. Conectar a visão de quem cria, planeja, executa, vende e compra são essenciais para quem quer inovar no mercado, desenvolvendo produtos e serviços que contemplem as necessidades do consumidor sem deixar de lado a responsabilidade em relação à sustentabilidade, ambiental, econômica, social, cultural e corporativa.

Em setembro, a Design ao Vivo realizou o workshop do DD, e novo workshop gratuito aconteceu em 04 de novembro, às 9h00 na Semana D+


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Se oferece o Workshop e Curso Introdutório deste modelo de Gestão e Design de projetos Dragon Dreaming, para projetos em construção, como um método para o desenvolvimento e a realização de projetos criativos, colaborativos e sustentáveis,

Tem sido utilizado há mais de 20 anos em projetos sociais, ambientais, institucionais e no planejamento estratégico participativo e consensual para o desenvolvimento comunitário na Austrália, África, Papua Nova Guiné, Europa e Brasil. A partir de três princípios, desenvolvimento humano, desenvolvimento de comunidades ou de senso de comunidade e serviço a Terra, a metodologia busca contemplar de maneira sistêmica os diferentes pontos de vista necessário para a criação de serviços e produtos mais inteligentes, inovadores e que sejam realmente sustentáveis.

 

Interessados já podem solicitar o workshop interno a empresas ou grupos de trabalho!

Mais informações no contato@designaovivo.com.br

ECONOMIA E ECODESIGN – Módulo 7 Programa de Ecodesign

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E possível uma nova Economia!

Como podemos gerar uma nova economia?

Por Rafael Souza
Neste último fim de semana o tema trabalhado em nosso programa foi a Economia dentro da perspectiva da Sustentabilidade e da prática do Ecodesign. Uma temática super importante por oferecer aos alunos a possibilidade de criar interfaces de comunicação com os diferentes setores da economia, mostrando a importância de se internalizar os fatores sociais e econômicos no planejamento estratégico das empresas.

Nosso módulo foi dividido em três momentos distintos:

Na quinta feira tivemos a presença da querida Ana Lizete Farias. A Geóloga com mestrado em Gestão ambiental nos mostrou a prática da sustentabilidade corporativa e os movimentos que vem acontecendo no mundo nos últimos anos, demonstrando os avanços da temática dentro das grandes corporações. Nos mostrou os referenciais atuais de grandes empresas, falou  da utilidade das certificações e como a Bolsa de Valores tem movimentado a gestao para alcancar indicadores e elevar a pontuacao do Indice Dow Jones – algo detalhado em roda de conversa com o amigo Sergio Akira, do departamento de sustentabilidade da Copel.  Um dos temas específicos abordados foi o Capitalismo Natural (Paul Hawken e Amory e Hunter Lovins), a partir da “Declaração de Carnoules” e os estudos do Fator 4 e Fator 10, que apresentam a necessidade de um aumento de 900% na Ecoeficiência dos processos produtivos até 2050. Desta forma, mostrando a importância de se contemplar os aspectos sociais e ambientais no planejamento das empresas e as vantagens competitivas desta, Ana pôde nos apresentar bases substanciais para situar na dimensão econômica, as vantagens do trabalho em Ecodesign.

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Foram mais de 30 pessoas assistir a palestra do Prof. Eloy no Escritório Verde, inclusive os alunos de Gestao Ambiental da Estacão Business School, alunos da Profa. Ana Lizete

 

Sexta feira foi o dia de falarmos sobre Economia de Projetos Sustentáveis, apresentando o caso do “Escritório Verde”. Tivemos a oportunidade de  ouvir palestra e conversar com o Diretor do espaço, Prof. Phd Eloy Casagrande Jr, que nos mostrou os impactos social e ambiental de empreendimentos na área de construção civil, desde seu processo de construção até sua manutenção, alem de dados consistentes relativos a consumo de energia e água ao longo do tempo. Ele mostrou vários dados em relação à emissão de Dióxido de Carbono média entre os diferentes tipos de materiais usados na construção civil, mostrando a importância da pesquisa de materiais, bem como da procedência do material utilizado na obra. Através do projeto do Escritório, o professor apresentou as vantagens econômicas de se aplicar os conceitos de sustentabilidade dentro de projetos dessa área, desde a escolha do material, a aplicação devida dos conceitos de conforto térmico e o uso de novas técnicas construtivas, para melhorar a geração de resíduos e o consumo de energia de casas e prédios comerciais e residenciais. Desta forma, desconstruindo os mitos que ainda existem em relação à diferença de valor entre projetos de obras convencionais e sustentáveis, apresentou, com seu próprio projeto, como uma casa sustentável, além de contribuir social e ambientalmente, pode também ser vantajosa economicamente.

 

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Para finalizar o fim de semana, passamos o sábado com nossa querida Edite Faganello, pedagoga e uma das coordenadora do Educação Gaia no Paraná, conversando sobre a história, os conceitos e a importância da prática da Economia Solidária para a sustentabilidade. Durante todo o dia, tivemos a oportunidade de nos empoderar de nossos próprios talentos e viver as técnicas e acordos envolvidos dentro de uma cultura de ganha-ganha. Edite nos apresentou as diferenças entre a economia atual e a economia solidária, mostrando os princípios que norteiam esta modalidade econômica e a importância da prática para a sustentabilidade e emancipação social de diferentes comunidades ao redor do mundo. A pedagoga nos apresentou diferentes exemplos de comunidades, que se uniram e adotaram uma moeda social e como esta foi importante para manter e potencializar a economia local destes territórios. Através de práticas de feira de talentos e de trocas, percebemos a riqueza da vida em comunidade e da consciência de interdependência, e, como nos conectando em rede, cada um com suas habilidades e talentos, podemos atender a uma série de necessidades ganhando autonomia, as quais, atualmente, somos dependentes do estado e do mercado.

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 O modulo aconteceu na NATURO BARIGUI, com o olhar sensível e participação da Vivian Koch.

Três visões diferentes, três diferentes formas pelas quais os conceitos de sustentabilidade estão se inserindo pela esfera da economia e impactando de forma profunda a sustentabilidade social e ambiental. Seja através do empoderamento de novos modelos econômicos, seja pela releitura e aprimoramento da economia atual. O módulo foi de extrema importância para o entendimento de como um mundo mais sustentável já é possível e, principalmente, da nossa importância como Ecodesigners para a criação desta nova realidade.

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Como educar para mudar a atitude do consumidor

Ai é que sentimos a importância da Comunicação e da Educação para o consumo consciente.

Por Bernadete Brandão

 

8980_10152618653502991_8196431301409875792_n Eis que pessoalmente entro numa escola de ensino fundamental reconhecida de Curitiba para votar no dia das eleições e olha o que vejo na janela da cantina? Uma pequena frase de estímulo ” Consumo consciente: Respeito à sociedade e ao meio ambiente”. Que tal?  Por trás está um balcão lotado de junk food, com embalagens de plástico aluminizado. Bem, fiquei sem palavras. Tudo de bom e saudável que podemos ensinar a crianças fica muito prejudicado quando não há o cuidado e a coerência necessária para esta mudança.

[claro, buscando ser ética, mas sem perder a oportunidade, escondi cuidadosamente a marca da escola, pois não há sentido em expor o equivocado].

Como fazer para ensinar crianças e adolescentes a terem uma ‘boa atitude’, e quais seriam estas, diante da ambiguidade atual? Onde os termos usados ‘sustentabilidade’, ‘responsabilidade social’ e outros são defendidos dentro de uma lógica capitalista, estimulando exatamente o contrário e com sentido duplo…

 

Por pesquisa realizada pela agência inglesa Futura, há três tipos de consumidores, no comportamento em relação a consumo e a atitude sustentável [informação bem útil pra quem realiza projetos ecosustentáveis e planeja a publicidade destes eco-produtos:

1- PIONEIRO: este consumidor conhece o assunto, tem iniciativa, busca pela informação, experimenta o novo, explora as possibilidades, tem compromisso com o impacto que gera. [em 2008 era cerca de 8% da população mundial, em pesquisa realizada em mais 80 países, há variações de acordo com o desenvolvimento]. A imagem se refere aos desbravadores, que saíram de seus países em busca de novas terras e de um mundo novo.

2- EXTRATIVISTA: este consumidor quer ganhar vantagens em sua compra, seja monetária, ou de oportunidade. Propriamente não se preocupa com o meio ambiente, e o social e nem o modo de como são obtidas as coisas. A imagem se refere aqueles que, após saberem de novas terras, se arriscavam para tirar vantagens e fazer riqueza pessoal]

3- SEGUIDOR DE TENDÊNCIA: este é aquele que segue a moda, propriamente não tem opinião própria, mas tendências, que precisam ser afirmadas por ídolos. A exemplo de sua majestade, a rainha da Inglaterra, que colocou em 2008 centrais solares no castelo para economia de energia, e a população ‘copiou’ sua atitude em massa. Até mesmo, a ‘posição das placas’ solares em relação ao imóvel, muitas vezes sem levar em conta a posição do sol…

Conhecendo esta informação, como podemos trabalhar com ela, estimulando corretamente o consumo, de crianças e adultos?

Informações atuais trazidas para o curso Programa de Ecodesign pelo Prof. Msc. Márcio Dupont sobre Consumo Consciente:

– Na Europa, os números da pesquisa sobre Consumo, mostra maior engajamento à atividades sustentáveis em 18% de Ativistas, compreendendo o grupo de Engajados, Responsáveis e Preocupados, que tem como característica serem profundamente comprometidos, e portanto, exigem do mercado [empresas de produtos, comércio e serviços] qualidade na informação e evidência sobre a confiança; há o grupo de Otimistas, em 21%, os quais são compromissados e aspiram sentir-se bem – compreende o grupo de pessoas interessadas, confiantes e as que seguem a moda e as tendências. Ou seja, quase quarenta por cento destes consumidores estão ativos no consumo que protege, que preserva, que cultiva o meio ambiente e as comunidades produtoras ligadas a atividades sutentáveis.

Já a realidade do consumo no Brasil está distinta, em 2005, o consumo de produtos orgânicos e sustentáveis e atitude em relação à energia, combustível, lixo, reciclagem e outros, tinha 7% de engajados e conscientes, e este número diminuiu para 5% em 2009, e permanece assim até hoje.  Assim, uma das formas de atingir adultos e crianças seria mostrando ao próprio consumidor brasileiro como está a sua ação atual de consumo, comportamento e atitude em relação às diversas questões relacionadas a consumo, impacto social e ambiental, onde começa um ciclo virtuoso de consumo, com objetivos de preservar e circular produtos sustentáveis.

A Akatu chegou ao seguintes tipos de consumo: indiferentes, iniciantes, engajados e conscientes

“Esta é uma ferramenta que permite avaliação e tomada de consciência para a transformação de hábitos. Isso é essencial para provocar a mudança na direção de estilos mais sustentáveis de vida”. Que tal vc fazer um teste agora mesmo? http://www.akatu.org.br/Temas/Consumo-Consciente/Posts/Instituto-Akatu-lanca-nova-plataforma-para-o-Teste-do-Consumo-Consciente
<acesso em 12 de janeiro de 2015>
Olha só o resultado do meu teste de consumo: http://tcc.akatu.org.br/index/img?url=facebook%2Fperfil-consciente.png

O outro modo  é disseminar ações necessárias pra adquirirmos a condição de sustentar as ações positivas, e são elas:

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Vamos divulgar? abraço

Sobre o Mercado e Consumo…estruturando a mudança

Como o consumo poderia repercutir positivamente com o planeta e o social?

por Bernadete Brandão e Rafael Souza

 

Vc sabia que no Brasil, apenas 5% dos consumidores são conscientes?  Na Europa, os números da pesquisa sobre Consumo, mostram maior engajamento: 18% de Ativistas, compreendendo o grupo de Engajados, Responsáveis e Preocupados, que tem como característica serem profundamente comprometidos, e portanto, exigem qualidade na informação e evidência sobre a confiança; há o grupo de Otimistas, em 21%, os quais são compromissados e aspiram sentir-se bem – compreende o grupo de pessoas interessadas, confiantes e as que seguem a moda e as tendências. Ou seja, quase quarenta por cento destes consumidores estão ativos no consumo que protege, que preserva, que cultiva o meio ambiente e as comunidades produtoras ligadas a atividades sustentáveis.

E então, sentimos a grandeza e importância de trazermos atividades, projetos, serviços e produtos eco-sustentáveis, objetivo principal do curso Programa de ECODESIGN, como uma forma de ativar um ‘círculo virtuoso de produção e consumo’ e oferecer ao consumidor oportunidade de participar positivamente através de seu ato.

Após os módulos de Ferramentas em Ecodesign e Inovação Social, quando pudemos refletir sobre diferentes metodologias para identificar grupos inovadores e desenvolver estratégias de inovação para a sustentabilidade, contamos com toda a experiência do mestre em Design de Produtos Sustentáveis e pesquisador em Design Universal e para a Saúde, Márcio Dupont, facilitando o módulo 6 do Programa de Ecodesign: O Mercado e O Consumo.

Grupo de aula com Márcio Dupont na Loja Album Hits. Participando em nós mesmo a mudança de consumo: Café compartilhado enriquecendo a todos

Grupo de aula com Márcio Dupont na Loja Album Hits. Participando e sendo nós mesmos a mudança de consumo: Café compartilhado enriquecendo a todos

Neste módulo tivemos a experiência criativa em dois novos espaços! Durante a quinta e sexta a noite fizemos uma transformação na Loja Álbum Design Hits, da nossa querida aluna Gabi Garcez e seu companheiro Vinicius, em sala de aula. No sábado foi a vez de compartilharmos o belo espaço da aluna Manuela Lamego, para concluirmos o nosso módulo!

Marcio separou sua aula em 3 momentos, conceituando primeiramente o Design propriamente dito e as qualidades intrínsecas, destacando que originalmente, o social e meio ambiente sempre fizeram parte dos métodos, dentro da perspectiva da sustentabilidade e da universalização do acesso à área, para posteriormente falar sobre Mercado, citando e aprofundando as questões referentes à sustentabilidade nas empresas e projetos, apresentando modelos inadaptáveis, e também os adequados, a exemplo do mercado ético e responsável – o Fair Trade, bem como a sustentabilidade interna e externa das empresas, e como a prática do Ecodesign pode contribuir e promover o alinhamento.

No sábado, para concluir a facilitação de nosso professor, trabalhamos a o Consumo visando a sustentabilidade, em formas de comunicação para o consumo consciente – usando por exemplo, a História do Produto’, a rastreabilidade de produtos e selo, círculo virtuoso de consumo, entre outros conceitos que vem trazendo forma e estrutura para o desenvolvimento do Mercado de Consumo Sustentável.

Além disto, para fechar o módulo 6, fizemos um processo de produção criativa para construirmos, colaborativamente, nossa obra para participar da seleção Bienal de Florianópolis, que será realizada em Maio de 2015.

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Da esquerda para a direita, Márcio ensinando com despojamento na loja Album Hits, da designer de moda  Gabi Duarte e no escritório da designer de interiores, Manuela Lamego.

Agora, continuaremos trabalhando todos os novos conceitos percepções do Ecodesign em nossas tutorias, enquanto nos preparamos para o módulo 7 de nosso programa: Economia e Ecodesign!