Lama Padma Samten no VIII Congresso de Meio Ambiente – RS

Palestra de abertura do VIII Congresso de Meio Ambiente da AUGM,  cujo o tema é O BEM VIVER, BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE

“Precisamos fazer transições no modo como enxergamos o Meio Ambiente. Não devemos nos posicionar nos modos de encontrar outras fontes de energia, por exemplo, mas em modos de redefinir as formas de viver”, ressalta Samten.

Lama Samten faz abertura de *o. Congresso de Meio Ambiente - AUGM

Lama Samten faz abertura de 8o. Congresso de Meio Ambiente – AUGM

 

“O ambiente não é um ornamento, um simples fornecedor de recursos, de meios. Falar de sustentabilidade não é organizar apenas a vida humana”, ponderou o Lama Padma Samten, palestrante de abertura da 8ª edição do Congresso de Meio Ambiente da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), neste dia 15 de julho. O evento, realizado na UFRGS  conta com representantes de universidades públicas e autônomas de seis países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

O tema do Congresso é ‘Bem Viver, Biodiversidade e Sustentabilidade’, dando continuidade ao tema desenvolvido no congresso geral da AUGM, realizado ano passado, também na UFRGS. O convidado da abertura, um ex-professor da UFRGS que passou a se dedicar ao budismo, chamou a atenção para o uso do termo “recurso”, quando relacionado à natureza.

Segundo ele, a visão antropocêntrica diante do ambiente coloca o homem como superior, mas “não há como estarmos bem se o ambiente esta mal”, apontou o palestrante que, ainda, situou o tema em outras áreas, como educação, saúde, trabalho e economia, desafiando a “uma resposta com criatividade e não conservadora às questões amplas”. Ele também respondeu às questões da plateia.

Abertura

Na cerimônia de abertura, participaram o reitor em exercício da UFRGS, Rui Vicente Oppermann, o secretário-executivo da AUGM, Alvaro Maglia, o coordenador do Comitê de Meio Ambiente da AUGM, Jorge Luis Frangi, além do coordenador e do coordenador adjunto do congresso: Darci Campani e Fábio Kessler Dal Soglio. O coordenador do congresso destacou a importância do tema como emergente nas discussões. E o secretário-executivo da AUGM posicionou esse tema como estratégia para a integração regional.

O reitor em exercício Rui Oppermann saudou os participantes e indicou uma razão que, para ele, torna o evento mais importante: o fato de que o meio ambiente não tem fronteiras e de que sintetiza a integração proposta pela AUGM: “O Meio Ambiente é o espaço sem as diferenças regionais e, para bem viver, é preciso estar aberto às possibilidades”. O objetivo do evento é promover o intercambio da produção da área ambiental, integrando núcleos de ensino, pesquisa e extensão nas mais variadas áreas do conhecimento sobre o ambiente.

Fonte: UFRGS

 

Projetos para um mundo em transição

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A Design ao Vivo, em parceria com o IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidade convidam:

Neste dia  27 de Agosto, das 19:00 às 22:00 na  sede do IBPQ,  convidamos você para palestra Sustentabilidade e Ecodesign – Ideias para um mundo em transição. Na ocasião será a oportunidade para palestra de abertura do curso de ECODESIGN, turma 2015/2016.

“Como utilizar a criatividade e o Design para gerar ideias e inovações para os desafios do novo momento socioeconômico que vivemos no país e no planeta?”

No evento, além da palestra inaugural de Bernadete Brandão, fundadora da Design ao Vivo, vamos apresentar os projetos desenvolvidos pelos Especialistas formados no curso do ano anterior. Os projetos foram desenvolvidos em conceitos e ferramentas mais atuais em Design com base em Parâmetros de Sustentabilidade reconhecidos mundialmente e trazem soluções para diferentes áreas da indústria e serviços.

E são eles:

– Alexandre Linhares l INOVAÇÃO SOCIAL E MODA
– Henrique Godeny Martins l VALORIZAÇÃO DO RESÍDUO ORGÂNICO
– Luan Rodriguez Valloto l MODA ÉTICA E ARTESANATO REGIONAL
– Daniela Teodósio l DESIGN PARA [DES]CONSTRUÇÃO
– Gabriela Garcez Duarte l MODA ÉTICA PARA UM CONSUMO CONSCIENTE’
– Rafael Souza l CO-CRIAÇÃO, ECODESIGN E MODELOS COLABORATIVOS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Um evento para empreendedores, acadêmicos e aspirantes a Ecodesigners na nova turma, mas acima de tudo, criativos em busca de inspirações para a geração de ideias inovadoras que gerem impacto na economia, sociedade e meio ambiente!

Sua participação enriquecerá muito o evento, além de  fortalecer e consolidar a parceria entre o IBPQ e  Design ao Vivo.

Sustentabilidade e ecodesign – Ideias para um mundo em transição ou Carta aberta aos ecodesigners

abraço na vovó

 

Nos dias 25 e 26 de Junho realizamos apresentação de trabalhos Sustentabilidade e Ecodesign – Ideias para um mundo em transição. Este evento marcou o final do Programa de Ecodesign e a oportunidade de apresentar para a sociedade os  projetos de conclusão de curso dos alunos do programa.

Pensando melhor…foi muito mais que isso. O evento mostrou ideias de soluções para os desafios que se apresentam para o planeta, mostramos a “energia” que nos guiou de Maio de 2014 à Junho de 2015.

Durante o curso entendemos que, antes de qualquer potencial de criatividade, inovação, co-criação ou qualquer conceito que esteja em alta no mundo do Design, Empreendedorismo e etc, é necessário um novo olhar sobre nossa caminhada pela Terra. É necessário um olhar ao mesmo tempo crítico e apreciativo sobre as motivações para com o mundo e nossas ações enquanto agentes de transformação das nossas vidas e das vidas as quais impactamos, direta ou indiretamente.

Ferramentas de Design, Instrumentos de Gestão e Criação são como o nome já diz, ferramentas, instrumentos, apenas. Quem os guia são mãos e braços orientados por mentes e, acima de tudo, pelo coração, pela nossa consciência e sensibilidade em relação ao que e a quem estamos influenciando com estas ferramentas e habilidades. Cada um de sua maneira, através de sua expertise, apresentaram o que estavam em seus corações e mentes ao usarem suas habilidades e conhecimentos apreendidos no Programa de Ecodesign.

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Alexandre em performance costurando uma roupa de resíduos em tempo real com Thifany, enquanto um vídeo relata o processo de seu trabalho e o uso das ferramentas, dados, e conclusões – Matemática dos benefícios em Ecodesign

Alexandre Linhares, designer de moda conhecido por seu grande talento e sua habilidade de trazer a essência de cada pessoa que veste as suas roupas, apresentou a criatividade com a qual guia seus trabalhos na forma de se expressar.

Enquanto a apresentação de seu projeto acontecia, em formato de vídeo, o Designer e sua companheira Thifany, que o acompanhou em diversos momentos do curso, confeccionaram uma blusa feita com resíduos da indústria têxtil. 22 minutos onde pudemos ver sua sensibilidade em relação à sociedade e o meio ambiente e sua habilidade em transformar sua consciência em impactos positivos para o mundo.

Seu projeto INOVAÇÃO SOCIAL E MODA demonstrou os impactos da reutilização de resíduos da indústria têxtil em diferentes dimensões da sustentabilidade. Chamou a atenção também para a utilização da moda como ferramenta de inovação social e conscientização para um dos temas mais debatidos em nosso país na atualidade: O respeito à diversidade.

Alexandre demonstrou também que é sim possível realizar grandes espetáculos de moda ética através da criatividade, mobilização e engajamento de sua rede, com ferramentas como o crownfunding e parcerias com empresas e profissionais de diferentes áreas.

Na sequência, o também Designer de Moda, Luan Valloto apresentou o projeto MODA ÉTICA E ARTESANATO REGIONAL. Um projeto que trouxe a importância de se resgatar os conhecimentos de tradicionais como forma de valorizar o território e a diversidade cultural existente em nosso país.

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Surpresa na apresentação das peças da colação “Semente”

A sensibilidade e olhar apreciativo apresentada por Luan durante todo o curso ficou muito clara na criação de sua nova coleção “Semente”. Inspirada no Biomimetismo e, por meio da observação atenta dos elementos de uma árvore, Luan captou toda a riqueza de diferentes formas de vida e, consequentemente, a imensa variedade de cores, texturas e formas para criar as peças de sua coleção. Dois elementos muito presentes em seu projeto foram também o cuidado em relação ao tingimento de suas roupas, todas feitas com elementos naturais, como cúrcuma, erva mate, espinafre entre outros e a valorização do artesanato regional. Suas peças foram produzidas todas manualmente, por meio de técnicas como a tapeçaria, crochê e tear e em várias mãos e olhares, de grandes artesãs e artistas residentes em Curitiba.

Para finalizar as apresentações de quinta, foi a vez de conhecemos o projeto VALORIZAÇÃO DO RESÍDUO ORGÂNICO, de Henrique Martins. Henrique propôs uma importante reflexão acerca da influência DE certos comportamentos sociais  má destinação de resíduos. A começar com uma ruptura paradigmática sobre o próprio conceito de “lixo”, demonstrando que em ambientes naturais isto simplesmente não existe, Henrique mostrou que o que entendemos como um problema pode ser uma grande oportunidade para geração de renda e alimento em escala local.

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VALORIZAÇÃO DO RESÍDUO ORGÂNICO – e a importância do engajamento comunitário

Por meio de um profundo passeio pela real situação em relação à geração e destinação de resíduos no Brasil, pudemos compreender como fato da nossa estrutura social nos desconectar de um senso de comunidade local pode contribuir para a problemática dos resíduos.  Através da utilização de espaços particulares e públicos, como terrenos baldios  mal aproveitados ou subutilizados e do engajamento local, ferramentas de gestão colaborativa, a destinação de resíduos orgânicos poderá ser descentralizada e reciclada na própria região onde foi consumida, diminuindo a pressão sobre os aterros municipais e propiciando a oportunidade de gerar alimentos de alta qualidade para a própria comunidade, além de influenciar significativamente na dinâmica social, o que poderia influenciar na preservação do espaço público e até mesmo na segurança destas comunidades.

“Não se faz sustentabilidade sozinho”

Na sexta feira foi o dia das apresentações da Designer Gabriela Garcez e da Arquiteta Daniela Teodósio e o biólogo Rafael Souza. Foi a oportunidade de demonstrar que os conhecimentos do Design e do Ecodesign não são apenas para Designers e sim para qualquer área, pois muitos destes conhecimentos trazem habilidades para justamente utilizarmos de variadas perspectivas para gerar boas ideias de produtos e serviços.

Nossa primeira aluna a se apresentar foi a Arquiteta Daniela Teodósio. Daniela, que além de arquiteta é professora universitária, trouxe propostas para os desafios da geração de resíduos da Construção Civil. Daniela propôs um DESIGN PARA A DESCONSTRUÇÃO, por meio de uma ferramenta colaborativa de compartilhamento de resíduos de demolição. A ideia da construção de uma plataforma para o compartilhamento de produtos e serviços vem da experiência direta com os diferentes fatores que contribuem para uma geração de resíduos que chega a ordem de 80 milhões de m³ ao ano. A falta de cuidado e planejamento na hora de construir, reformar e demolir contribui para uma grande perda de matérias que poderiam ser reutilizados para outras construções, vem em grande parte pela falta de cultura de reaproveitamento e, mesmo para quem possui a consciência de reaproveitar estes resíduos, a dificuldade em encontrar meios para destiná-los de forma correta.

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Detalhes da pesquisa desenvolvida por Daniela que inspiraram o desenvolvimento da plataforma

A ferramenta propicia uma maior conectividade e interação com diferentes atores sociais envolvidos com a temática da construção, facilitando o   processo de reaproveitamento de inúmeros produtos. Além disto, a ferramenta poderá propiciar uma troca de serviços e  experiências, se traduzindo não apenas em uma plataforma de compartilhamento como também uma ferramenta educativa para uma mudança de cultura dentro da área.

Após a apresentação de Daniela,  foi a vez de Gabriela Duarte, Designer e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, a PUC, trazer a aplicação dos conceitos e conhecimentos do Programa de Ecodesign em sua vida como empreendedora. Seu projeto, chamado VAREJO E MODA ÉTICA trouxe estratégias para o comércio de roupas dentro do varejo para fomentar uma cultura de cuidado com todas as pessoas envolvidas na cadeia produtiva  das confecções, bem como com o meio ambiente impactado pelas indústrias.

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Gabriela apresentou seu espaço, a loja Álbum Design Hits, um espaço super criativo e charmoso, que recebeu 3 dos 13 módulos do Programa de Ecodesign. Presenteando os participantes com um fanzine, a designer mostrou a importância da comunicação interna e externa de sua loja e como é possível influenciar toda a cadeia produtiva através de ferramentas criativas, como o Storytelling. Um projeto super interessante por apresentar a possibilidade de melhorar as condições socioambientais de produtos de produtos que estão atrelados a uma produção industrial.

 

Para finalizar as apresentações, o biólogo Rafael Souza trouxe uma nova proposta de educação, a ABORDAGEM 8.. Inspirada em conceitos como Jogos colaborativos, Ética e ecologia profunda, Educação transpessoal e ferramentas de ecodesign, Design Thinking e Gestão Colaborativa de Projetos, a proposta tem por objetivo auxiliar na formação humana em relação ao seu papel como agente de transformação do planeta Terra e utilizar como estratégia para a oferta de serviços a Politica Nacional de Educação Ambiental.

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Rafael mostrando a verdadeira motivação para desenvolver o seu projeto

A escolha pela abordagem vem da necessidade de criar uma estrutura que seja, ao mesmo tempo firme, por trazer conceitos que abrangem a existência humana dentro de uma visão transpessoal (contemplando sua relação com o mundo em todas as dimensões) e flexível, permitindo que seja trabalhada de forma eficiente em diferentes contextos socioculturais. O conceito do Sistema Produto e Serviço conta ainda com manuais sobre a abordagem e de dinâmicas colaborativas, que ficarão disponíveis de maneira gratuita para a sociedade.

Ética – do Grego Ethos ou bom costume, “portador de caráter”, significa a fundamentação da moral, da obediência à costumes e hábitos com os quais somos criados por meio da razão e da reflexão sobre a importância de se compreender e sentir o meio no qual estamos inseridos antes de adotarmos posturas e hábitos mimetizados de outras culturas e/ou outros tempos.

O momento de hoje pede uma ética que seja universal, que leve em consideração a maneira com a qual nossas ações impactam o mundo em escala global e compreender como assumir está postura, que parte de uma visão cada vez mais ampla em relação à nossa vida como espécie, e aplica-la de maneira local, através de um recorte de contexto, por onde podemos impactar vários outros contextos.

Podemos dizer que os frutos do Programa de Ecodesign, expressados na forma de projeto, traduzem a essência deste curso, cujo objetivo é maior que apenas apresentar ferramentas e conhecimentos para aplicarmos fundamentos profundos de sustentabilidade em qualquer tipo de projetos e sim o de construir um novo profissional, que tenha não apenas os instrumentos e habilidades necessárias para a prática de projetos visando o atendimento de padrões de sustentabilidade, mas que tenha olhar, o pensamento e o coração de quem sabe o significado e a importância de trabalhar seguindo está conduta.

Finalizamos o curso, mas muito além de um fim, este é apenas o início de uma grande jornada que nós, agora profissionais especialistas em Ecodesign teremos pela frente, ao colocarmos em prática tudo o que vivenciamos ao longo deste último ano. Somos um pouco mais responsáveis agora pelo mundo que deixaremos quando nossa jornada terminar, responsáveis por não deixarmos esta experiência ficar apenas em nossas mentes e corações e sim, que possamos aplicá-la, compartilhá-la e replicá-la da melhor maneira possível em benefício de todos os seres.

Gratidão imensa à todos os alunos, professores e parceiros deste curso.

Em especial à nossa grande mentora Bernadete, por sonhar, planejar, realizar, celebrar e principalmente, viver este belo movimento que se chama Ecodesign.

Que seja apenas o início de uma bela jornada para todos!

Programa de Ecodesign – Confira como foi o módulo Gestão Colaborativa em Ecodesign

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Gestão colaborativa em Ecodesign

 

 

No último fim de semana de fevereiro, tivemos o 9º Módulo do nosso programa – Gestão Colaborativa em Ecodesign. Neste módulo tivemos a oportunidade de revisar vários conceitos e ferramentas aplicadas nos módulos anteriores, usando como exemplo a Co-criação de um dos projetos de conclusão de curso do nosso programa, em cooperação com a aluna Gabi Garcez Duarte.

E como base metodológica para a co-criação dos projetos, foi utilizada a estrutura de gestão do modelo criado por John Crof, que é  co-fundador da Fundação Gaia da Austrália, o modelo de gestão colaborativa de projetos Dragon Dreaming, que nos oportuniza uma visão macro da gestão de um projeto, focada no processo e no alinhamento do grupo.

Este processo é dividido em 4 etapas

SONHO – PLANEJAMENTO – REALIZAÇÃO – CELEBRAÇÃO

Que compreendem um total de 12 passos em um projeto:

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Mandala dos 12 Passos – por Rafael Souza

 

 

Nesta base, tivemos a oportunidade de nos conectar com diferentes momentos do nosso programa e a cada etapa, olharmos para diferentes instrumentos de criação e gestão trazidas pelos diferentes facilitadores ao longo do curso.

Por exemplo, o módulo 1 de nosso programa, Parâmetros para o Ecodesign, foi revisitado em nossa primeira dinâmica, um Journaling, onde os alunos apreciaram  suas necessidades e as necessidades que encontram no mundo, refletindo itens da Agenda 21 e sobre os princípios da Ética Profunda, apresentado pelo nosso facilitador José Edmilson. São elas:

a) Jamais põe em risco o outro;

b) Sempre estar orientado para o cuidado em relação ao outro;

c) Propiciar a emergência de um Homo sapiens jardineiro.

Este mesmos princípios surgem novamente como eixo motivador para o compartilhamento dos sonhos.

Utilizando dinâmicas caórdicas de co-criação, compartilhamos nossos sonhos e desenhamos de forma conjunta o alinhamento de objetivos e missão do projeto. Para propiciar uma visão macro do projeto, foi utilizado o modelo Canvas. Ao som de Skatalites, o grupo mapeou diferentes ‘áreas base’ de um plano de negócios e co-criou múltiplas oportunidades, e tudo isto em apenas 20 minutos!

“O resultado foi incrível. Neste ponto é que percebemos que um grupo, ao trabalhar profundamente por alguns dias juntos, passa a agir como  uma ‘inteligência coletiva’, com potencial de alcançar o novo a cada instante, e muito rápido”, comenta Bernadete Brandão, coordenadora do curso.

 

 

 

Já pensou em co-criar a base de um plano de negócios de forma caórdica em 20 minutos ao som de Skatalites?

 

No momento de planejamento, pudemos relembrar e aplicar no projeto em questão, as ferramentas e métodos como MEPSS, SWOT, Mapa de sistemas, Análise de Stakeholder entre outras. Tratando a situação como um projeto piloto foi realizado alinhamento com a  matriz de sustentabilidade, podendo-se utilizar como comparativo documentos como as ODMs – Objetivos do Milênio e a Agenda 21.

 

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Grupo desenvolvendo o mapa de planejamento estratégico – Karabirdt

 

Para finalizar, desenvolvemos um mapa estratégico de atividades, conhecida como Karabirdt, criado por Jon Croft, ou, na sua tradução ocidental, teia de aranha. Este modelo de mapa estratégico permite observar a inteligência do grupo através do perfil  e sua tendência a manutenção ou queda de motivação, além de propiciar uma visão macro de todas as ações do projeto, possibilitando assim, o monitoramento coletivo. “Quando este tópico é aplicado a um time de projeto, que passará meses juntos, traz dados de atitude e funcionamento de equipe, que são valiosos para o bom andamento de um projeto”, complementa Bernadete.

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Gabi com o Karabirdt do seu projeto, feito de forma colaborativa com uma equipe que se acompanha há quase um ano!

 

A prática, que teve como focalizador Rafael Souza, nos permitiu, além de revisar vários conceitos importantes na aplicação de projetos, começar a coloca-los em prática de forma colaborativa e bastante criativa!

 

Ocio Criativo

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O que vc faz em seu tempo livre?

Criatividade é palavra chave, que às vezes falta em nossa vida. Aliás, desenvolver rotinas é tudo o que não queremos, e quando percebemos, é ali que estamos, automatizados. O que é isto que nos faz ver as coisas com ‘normalidade’…ou normose, como cita Pierre Weil?
Que dificuldade é esta de romper com o sentimento de naturalidade que nos impede de imaginar mundos diferentes de ser e viver?

Curso com atividade vivencial: sensibilização pela manha, métodos e praticas à tarde, reflexões à noite. Atividades corporais leves, ativação dos sentidos, experimentação com pintura e materiais, caminhada sensorial na floresta, trabalho individual e dinâmica em grupo colaborativo.

Programa:

O CRIATIVO
O imaginário e o concreto
Teoria e prática
Bloqueio à criatividade
O jogo e o aprendizado
Experiência
Valor e apreciação
Riqueza
Sensibilização dos sentidos, [corpo, audição, observação, paladar e olfato]
Inspiração
Geração de conceitos
Métodos criativos
Autogestão
Co- criação
Cenários

 

Coffee break pela manhã e tarde. Almoço livre na região de Santa Felicidade

Curso livre: 60 hr


Público: criativos, designers, publicitários, artistas, escritores, empreendedores, cineastas

Data: de 13 à 18 de fevereiro
horário das 8h30 às 22h00

Onde: Estação Ambiental Airumã
Avenida Fredolin Wolf, 3539 – Pilarzinho, PR

Investimento: 552,00
PROMOÇÃO: 503,00 [até 02 de fev]

Formas de pagamento:

– 552,00 – 4 x de 138,00 no cartão crédito

[podendo estender até 06 vezes com acréscimo – feito com a maquineta móvel, agendar data, horário e local de pagamento através do do cel 41.88189989]

– 600,00 – 12 x 50,00 pelo Eventioz

[solicite o link com o botão para este acesso]
– a vista 503,00

[possibilidade de pagamento à vista somente até o dia 02 de fevereiro na forma de depósito bancário]

Banco Itau Ag 1656   I   31417-4  l  Cnpj 02.357467/0001-50    I    MARIA BERNADETE BRANDÃO – ME

 

Contato para tirar dúvidas:

contato@designaovivo.com.br ou

– 041 99530324 – com Rafael Souza

– 041 9627 1914/o41 88189989 – com Bernadete

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palavras chaves:
tempo livre . inspiração . colaboração . conexão . conversas significativas . circulação . estímulo . inteligência coletiva . iniciativa

Como educar para mudar a atitude do consumidor

Ai é que sentimos a importância da Comunicação e da Educação para o consumo consciente.

Por Bernadete Brandão

 

8980_10152618653502991_8196431301409875792_n Eis que pessoalmente entro numa escola de ensino fundamental reconhecida de Curitiba para votar no dia das eleições e olha o que vejo na janela da cantina? Uma pequena frase de estímulo ” Consumo consciente: Respeito à sociedade e ao meio ambiente”. Que tal?  Por trás está um balcão lotado de junk food, com embalagens de plástico aluminizado. Bem, fiquei sem palavras. Tudo de bom e saudável que podemos ensinar a crianças fica muito prejudicado quando não há o cuidado e a coerência necessária para esta mudança.

[claro, buscando ser ética, mas sem perder a oportunidade, escondi cuidadosamente a marca da escola, pois não há sentido em expor o equivocado].

Como fazer para ensinar crianças e adolescentes a terem uma ‘boa atitude’, e quais seriam estas, diante da ambiguidade atual? Onde os termos usados ‘sustentabilidade’, ‘responsabilidade social’ e outros são defendidos dentro de uma lógica capitalista, estimulando exatamente o contrário e com sentido duplo…

 

Por pesquisa realizada pela agência inglesa Futura, há três tipos de consumidores, no comportamento em relação a consumo e a atitude sustentável [informação bem útil pra quem realiza projetos ecosustentáveis e planeja a publicidade destes eco-produtos:

1- PIONEIRO: este consumidor conhece o assunto, tem iniciativa, busca pela informação, experimenta o novo, explora as possibilidades, tem compromisso com o impacto que gera. [em 2008 era cerca de 8% da população mundial, em pesquisa realizada em mais 80 países, há variações de acordo com o desenvolvimento]. A imagem se refere aos desbravadores, que saíram de seus países em busca de novas terras e de um mundo novo.

2- EXTRATIVISTA: este consumidor quer ganhar vantagens em sua compra, seja monetária, ou de oportunidade. Propriamente não se preocupa com o meio ambiente, e o social e nem o modo de como são obtidas as coisas. A imagem se refere aqueles que, após saberem de novas terras, se arriscavam para tirar vantagens e fazer riqueza pessoal]

3- SEGUIDOR DE TENDÊNCIA: este é aquele que segue a moda, propriamente não tem opinião própria, mas tendências, que precisam ser afirmadas por ídolos. A exemplo de sua majestade, a rainha da Inglaterra, que colocou em 2008 centrais solares no castelo para economia de energia, e a população ‘copiou’ sua atitude em massa. Até mesmo, a ‘posição das placas’ solares em relação ao imóvel, muitas vezes sem levar em conta a posição do sol…

Conhecendo esta informação, como podemos trabalhar com ela, estimulando corretamente o consumo, de crianças e adultos?

Informações atuais trazidas para o curso Programa de Ecodesign pelo Prof. Msc. Márcio Dupont sobre Consumo Consciente:

– Na Europa, os números da pesquisa sobre Consumo, mostra maior engajamento à atividades sustentáveis em 18% de Ativistas, compreendendo o grupo de Engajados, Responsáveis e Preocupados, que tem como característica serem profundamente comprometidos, e portanto, exigem do mercado [empresas de produtos, comércio e serviços] qualidade na informação e evidência sobre a confiança; há o grupo de Otimistas, em 21%, os quais são compromissados e aspiram sentir-se bem – compreende o grupo de pessoas interessadas, confiantes e as que seguem a moda e as tendências. Ou seja, quase quarenta por cento destes consumidores estão ativos no consumo que protege, que preserva, que cultiva o meio ambiente e as comunidades produtoras ligadas a atividades sutentáveis.

Já a realidade do consumo no Brasil está distinta, em 2005, o consumo de produtos orgânicos e sustentáveis e atitude em relação à energia, combustível, lixo, reciclagem e outros, tinha 7% de engajados e conscientes, e este número diminuiu para 5% em 2009, e permanece assim até hoje.  Assim, uma das formas de atingir adultos e crianças seria mostrando ao próprio consumidor brasileiro como está a sua ação atual de consumo, comportamento e atitude em relação às diversas questões relacionadas a consumo, impacto social e ambiental, onde começa um ciclo virtuoso de consumo, com objetivos de preservar e circular produtos sustentáveis.

A Akatu chegou ao seguintes tipos de consumo: indiferentes, iniciantes, engajados e conscientes

“Esta é uma ferramenta que permite avaliação e tomada de consciência para a transformação de hábitos. Isso é essencial para provocar a mudança na direção de estilos mais sustentáveis de vida”. Que tal vc fazer um teste agora mesmo? http://www.akatu.org.br/Temas/Consumo-Consciente/Posts/Instituto-Akatu-lanca-nova-plataforma-para-o-Teste-do-Consumo-Consciente
<acesso em 12 de janeiro de 2015>
Olha só o resultado do meu teste de consumo: http://tcc.akatu.org.br/index/img?url=facebook%2Fperfil-consciente.png

O outro modo  é disseminar ações necessárias pra adquirirmos a condição de sustentar as ações positivas, e são elas:

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Vamos divulgar? abraço

Sobre o Mercado e Consumo…estruturando a mudança

Como o consumo poderia repercutir positivamente com o planeta e o social?

por Bernadete Brandão e Rafael Souza

 

Vc sabia que no Brasil, apenas 5% dos consumidores são conscientes?  Na Europa, os números da pesquisa sobre Consumo, mostram maior engajamento: 18% de Ativistas, compreendendo o grupo de Engajados, Responsáveis e Preocupados, que tem como característica serem profundamente comprometidos, e portanto, exigem qualidade na informação e evidência sobre a confiança; há o grupo de Otimistas, em 21%, os quais são compromissados e aspiram sentir-se bem – compreende o grupo de pessoas interessadas, confiantes e as que seguem a moda e as tendências. Ou seja, quase quarenta por cento destes consumidores estão ativos no consumo que protege, que preserva, que cultiva o meio ambiente e as comunidades produtoras ligadas a atividades sustentáveis.

E então, sentimos a grandeza e importância de trazermos atividades, projetos, serviços e produtos eco-sustentáveis, objetivo principal do curso Programa de ECODESIGN, como uma forma de ativar um ‘círculo virtuoso de produção e consumo’ e oferecer ao consumidor oportunidade de participar positivamente através de seu ato.

Após os módulos de Ferramentas em Ecodesign e Inovação Social, quando pudemos refletir sobre diferentes metodologias para identificar grupos inovadores e desenvolver estratégias de inovação para a sustentabilidade, contamos com toda a experiência do mestre em Design de Produtos Sustentáveis e pesquisador em Design Universal e para a Saúde, Márcio Dupont, facilitando o módulo 6 do Programa de Ecodesign: O Mercado e O Consumo.

Grupo de aula com Márcio Dupont na Loja Album Hits. Participando em nós mesmo a mudança de consumo: Café compartilhado enriquecendo a todos

Grupo de aula com Márcio Dupont na Loja Album Hits. Participando e sendo nós mesmos a mudança de consumo: Café compartilhado enriquecendo a todos

Neste módulo tivemos a experiência criativa em dois novos espaços! Durante a quinta e sexta a noite fizemos uma transformação na Loja Álbum Design Hits, da nossa querida aluna Gabi Garcez e seu companheiro Vinicius, em sala de aula. No sábado foi a vez de compartilharmos o belo espaço da aluna Manuela Lamego, para concluirmos o nosso módulo!

Marcio separou sua aula em 3 momentos, conceituando primeiramente o Design propriamente dito e as qualidades intrínsecas, destacando que originalmente, o social e meio ambiente sempre fizeram parte dos métodos, dentro da perspectiva da sustentabilidade e da universalização do acesso à área, para posteriormente falar sobre Mercado, citando e aprofundando as questões referentes à sustentabilidade nas empresas e projetos, apresentando modelos inadaptáveis, e também os adequados, a exemplo do mercado ético e responsável – o Fair Trade, bem como a sustentabilidade interna e externa das empresas, e como a prática do Ecodesign pode contribuir e promover o alinhamento.

No sábado, para concluir a facilitação de nosso professor, trabalhamos a o Consumo visando a sustentabilidade, em formas de comunicação para o consumo consciente – usando por exemplo, a História do Produto’, a rastreabilidade de produtos e selo, círculo virtuoso de consumo, entre outros conceitos que vem trazendo forma e estrutura para o desenvolvimento do Mercado de Consumo Sustentável.

Além disto, para fechar o módulo 6, fizemos um processo de produção criativa para construirmos, colaborativamente, nossa obra para participar da seleção Bienal de Florianópolis, que será realizada em Maio de 2015.

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Da esquerda para a direita, Márcio ensinando com despojamento na loja Album Hits, da designer de moda  Gabi Duarte e no escritório da designer de interiores, Manuela Lamego.

Agora, continuaremos trabalhando todos os novos conceitos percepções do Ecodesign em nossas tutorias, enquanto nos preparamos para o módulo 7 de nosso programa: Economia e Ecodesign!

 

DESIGN UNIVERSAL …. PARA TODOS!

“O Design é a ponte que une o nosso presente insustentável com o nosso futuro comum sustentável, e deve sempre ter uma atitude inovadora quebrando conceitos ultrapassados e também criando novos paradigmas de acordo com uma nova existência humana mais consciente e respeitosa com o Planeta Terra.”

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Aproveitando sua passagem por Curitiba, o Designer Marcio Dupont, além de conduzir o módulo 6 do Programa de Ecodesign, vai aproveitar também para facilitar o workshop Design Universal, onde vai falar sobre diferentes temáticas relacionadas a design, sustentabilidade e inclusão social.

Segundo Marcio existe uma necessidade de um aprofundamento no entendimento do que é o Design Universal, quase sempre entendido com foco apenas no âmbito arquitetônico, não contemplando os benefícios gerados pelo Design Inclusivo aplicado ao design de produto e ao design gráfico.

“Um dos objetivos primordiais do design é proporcionar qualidade de vida a todos, sem exceção. Entretanto, parece que essa qualidade de vida é apenas um direito dos usuários sem deficiência ou dos usuários jovens e saudáveis.”

Dentro desta temática, Marcio vai falar também sobre a importância das empresas perceberem o crescimento deste mercado, que deve ser explorado e contemplado de maneira cada vez mais importante.

“Se o tema da inclusão ficar marginalizado e não permear os eventos como uma diretriz central e orientadora, o país perderá uma oportunidade única de começar a construir, com sucesso e consciência, uma futura sociedade sustentável.”

O Designer Marcio Dupont acredita que o Design no século 21 deve ser percebido como uma poderosa ferramenta para a educação meio-ambiental da sociedade, assim contribuindo para escolhas mais saudáveis para a construção de uma sociedade sustentável.

Uma ótima oportunidade para empreendedores das mais diversas áreas, que pretendem potencializar seus projetos e inovar no mercado de produtos e serviços que contemplem de maneira profunda a sustentabilidade bem como o acesso universal do mercado consumidor.

A palestra será na PUC, no dia 08 de outubro, quarta feira, às 19h00, na SALA D 12 – Bloco 2, e será gratuita, e workshop ocorrerá no Escritório Verde da UTFPR nos dias 09 e 10, das 14h00 às 17h00

 

 

Valor da palestra: entrada franca

 

Valor do workshop:R$ 180,00*

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*Consulte descontos especiais e formas de parcelamento.

 

Maiores informações: contato@designaovivo.com.br ou 9627-1914 (TIM) | 88189989 (VIVO)

 

Boas vindas ao outono.

Feliz-outono