Contemplação – o relato de um Slow Designer

O Slow Design é um convite para contemplar o verdadeiro ritmo das coisas, observar e observar-se. Vivenciar o processo de produção de um produto por completo, com atenção.

Alexandre Linhares, designer de moda e participante da edição 2014/2015 do Programa de Ecodesign, nos brindou com um belo relato sobre o seu trabalho. Sobre viver a construção de uma peça de roupa como um artista compõe uma poesia.

 

Abertura do desfile IDFashion, dia 29 de setembro de 2017, modelos com roupas coloridas se referindo às ‘bandeirolas de orações tibetanas’ com frases de mensagem ligadas ao ‘acolhimento, oferta, estrutura, limite e transformação’ para se propagarem no mundo

“Neste momento contemplo o slow.

São 1:36 a.m. e me vejo sentado numa cadeira Cimo, bordando uma Nossa Sra. Aparecida para nosso desfile “de 10 anos de trabalho”, daqui duas semanas. O motivo de estar sendo bordada essa hora, em casa, é porque ela alude à primeira peça, que sintetiza o início da marca, bordada pela Thifany numa camiseta que “apareceu para aos olhos certos” e fez nosso trabalho acontecer.

Essa peça foi bordada pouco a pouco, todas as noites, quando minha companheira chegava do trabalho e seguia na finalização das peças confeccionadas naquele dia. A Santa transpassou semanas de bordado, minuciosamente executada à noite, em casa.

 

 

Vestido Nossa Sra. de Aparecida – abertura do desfile “Poesia Desilusoria” no IDFashion

No desfile, ela virá maior, preta e branca, pintada num vestido amplo feito com metade de um lençol muito antigo, de algodão, que ganhamos da poetisa Priscila Prado. As dimensões e emoções já são outras, mas o bordado por cima da imagem será o mesmo da década passada, com o mesmo preciosismo e a mesma atmosfera na criação: bordada em casa, depois de chegar do trabalho, depois de tomar banho, com uma caneca de chá ao lado. Constantemente, me é questionado o porquê de o trabalho ser feito desta forma, nesse ritmo, a esse custo, com essa carga emocional. E a única resposta que me brota é a de que “é assim que me faz sentido”.

Sei que o mundo é outro do de 10 anos atrás, eu sou outra pessoa e minha companheira é outra pessoa também, mas o brilho da intenção da peça se materializar é o mesmo. Quanto ao lençol de algodão que dá corpo à obra, ele já era antigo há 10 anos, já não era mais usado e já era guardado com memória. Toda a memória e todas as histórias de amor vividas em cima dele, pessoas feitas, o tempo que ele ficou na mão da primeira bordadeira que, num “avesso-perfeito”, bordou as iniciais da noiva, de que agora me aproprio e estou quase “pixando” um patrimônio, com a interferência de Nsa. Sra. Aparecida, tudo isso vai entrar na passarela com a gente nesse momento e é tudo isso que vai suportar a imagem de uma santa bordada à mão em casa, por noites a fio. Não é um vestido de tecido branco bordado.

O slow não foi me ensinado, ele me apareceu. Foi assim que sempre me foi possível de ser feito.

Quando eu entrei na escola Design ao Vivo, percebi que o modo que eu construía o meu trabalho é bem semelhante a outros tantos processos de outros criadores e que este processo é chamado de “Slow”, “slow design, slow fashion, slow food, slow life” que vem de encontro ao “fast” do “fast-fashion”, por exemplo.

Esse processo é distinto de modismo, não vem de gosto ou vontade, ele é uma forma de viver e de se relacionar com o mundo. Um leque se abriu e a poesia da construção de cada peça, dessa forma, é o combustível e a razão da execução do trabalho.”

Com este belo relato,  nós lhe convidamos para Laboratório de Slow Design que se inicia este mês.

O laboratório tem início dia 10 de outubro e dia 02 foi realizada uma palestra especial para apresentar o curso, que vc pode conferir na íntegra AQUI:

Sentiu o chamado?Então inscreva-se no link!
https://designaovivo.typeform.com/to/QvfpvL

Saiba mais em:
http://www.designaovivo.com.br/slow-design-lab/

 

Alexandre Linhares é formado em Design de Produto pela UFPR e atua como criativo na H-AL. Participou do Programa de Ecodesign na Escola Design ao Vivo, em 2014/2015. Tem sua produção focada em peças de arte vestíveis, feitas da maneira mais respeitosa possível com o planeta e o meio vivo, se utilizando de descarte, tecidos rejeitados pela indústria e reaproveitamentos de outros suportes.

Quantos escravos trabalham para você e o que podemos começar a fazer para mudar isto?

Você já parou para pensar sobre quais as relações de trabalho e emprego de cada pessoa que esteve envolvida na cadeia produtiva do que consumimos em nosso dia-a-dia?

Quais são os produtos que você consome, de onde eles vêm, quem o fez?

De acordo com a OIT – Organização Internacional do Trabalho, “[…] o conceito de trabalho digno resume as aspirações do ser humano no domínio profissional e abrange vários elementos: oportunidades para realizar um trabalho produtivo com uma remuneração equitativa; segurança no local de trabalho e proteção social para as famílias; melhores perspectivas de desenvolvimento pessoal e integração social; liberdade para expressar as suas preocupações; organização e participação nas decisões que afetam as suas vidas; e igualdade de oportunidades e de tratamento para todas as mulheres e homens”.

A “Escravidão Moderna”

De acordo com o Global Slavery Index, estima-se que 35 milhões de pessoas no mundo vivem hoje de alguma forma de escravidão moderna. Segundo o relatório (que você pode conferir clicando aqui), o termo “escravidão moderna” é usado para denunciar o tráfico de seres humanos, o trabalho forçado, práticas como a escravidão por dívidas e a venda ou exploração de crianças. Todos esses crimes têm uma característica comum: envolvem uma pessoa que priva a outra pessoa da liberdade para explorá-la para fins pessoais ou comerciais.

Para MIRAGLIA (2008, p. 135) “[…] o trabalho escravo contemporâneo é aquele que se realiza mediante a redução do trabalhador a simples objeto de lucro do empregador. O obreiro é subjugado, humilhado e submetido a condições degradantes de trabalho e, em regra, embora não seja elemento essencial do tipo, sem o direito de rescindir o contrato ou de deixar o local de labor a qualquer tempo”.

Dinheiro da exploração

A OIT  estima que o lucro gerado pelo trabalho forçado é US $ 150 bilhões anuais. Condições de trabalho que não atendem à critérios básicos de saúde e segurança, propiciando, além da exploração financeira dos trabalhadores, riscos à saúde física e mental pela insalubridade dos ambientes de trabalho e o grande risco de acidentes. Muitas das formas de escravidão modernas acabam acontecendo em países onde as legislações trabalhistas são mais flexíveis. Outro caso é a China, famosa pela alta concentração de industrias de diversos países, que hoje ainda se veem presos à necessidade de fixarem seus polos industriais no país para se manterem competitivos no mercado. Ao contrário do que se pensa, a legislação trabalhista no país, que busca equilibrar a oferta de mão de obra barata com proteção aos seus trabalhadores, concede uma série de direitos trabalhistas, em teoria.

Ligada à OIT, a China segue os tratados internacionais e deveria garantir uma série de direitos ao trabalhador como o máximo de 40 horas semanais, com direito à hora extra, licença maternidade, direito a greve entre outros. A regulação do salário mínimo não existe, cabendo à Federação dos Sindicados de toda a China (ACFTU), esta regulação nas diferentes províncias. Apesar das leis seguirem, na teoria, regras rígidas e fundamentadas em organizações internacionais, na prática o que se vê são péssimas condições de trabalho e cidadãos se submetendo a trabalhar por valores baixíssimos, um problema que persiste devido a falta de fiscalização trabalhista na maioria das províncias, o que faz com que a legislação não seja colocada em prática.

Calculando a “pegada de escravidão”

Calculadora sobre “pegada de escravidão” – disponível em: http://slaveryfootprint.org.

 

A ONG Fair Trade Fund criou um programa em que se propõe calcular sua “pegada de escravidão”. Ou seja, quantos escravos trabalharam para você em alguma parte do mundo.

O programa está disponível em http://slaveryfootprint.org.

Agora que eu sei a minha pegada, o que posso fazer para melhorar meu consumo?

Em primeiro lugar, não se desespere!

Um consumo mais responsável começa quando nos tornamos conscientes daquilo que compramos e de seus impactos. É necessário também refletirmos sobre nossas necessidades bem como pesquisar sobre a responsabilidade das organizações que produzem aquilo que utilizamos em nosso dia-a-dia e pensar em formas alternativas de consumo. Hoje, com o avanço da informação, fica mais fácil sabermos de onde vem o que compramos. O Instituto Akatu criou 12 princípios para o consumo responsável, que você pode conferir clicando aqui.

O que posso fazer, enquanto empreendedor, para promover o consumo responsável e gerar alternativas em processos produtivos que sejam socialmente justos?

Redes de Comércio Justo – FAIR TRADE

Uma boa opção é ligar-se a redes de comércio justo, ou Fair Trade,  um movimento de mudança que trabalha diretamente com

Fair Trade International

empresas, consumidores e ativistas para fazer negócios comerciais para agricultores e trabalhadores. A International Federation of Alternative Trade (Federação Internacional de Comércio Alternativo) define o Comércio Justo como uma parceria comercial, baseada em diálogo, transparência e respeito, que busca maior equidade no comércio internacional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável por meio de melhores condições de troca e garantia dos direitos para produtores e trabalhadores à margem do mercado, principalmente no Hemisfério Sul.

A rede conta com a atenção de diversos governos e organizações como  a União Europeia e a Organização Mundial do Comércio e, segundo o SEBRAE, se apresenta como uma ótima alternativa frente aos modelos tradicionais de produção e comercialização, como expectativa de crescimento da ordem de 20% à 25%.

Criação de Indicadores

Em nosso artigo “Ecodesign e Indicadores de impacto social e ambiental” apresentamos diversas alternativas, como a Social Footprint Network, para avaliar os benefícios da aplicação de metodologias de Ecodesign no desenvolvimento de projetos e como comunicar estes indicadores para o público consumidor.

Divulgue e fomente a implementação de instrumentos de prevenção e repressão ao trabalho escravo – “LISTA SUJA”

Há também vários mecanismos de combate hoje no Brasil. Podemos contar com  instrumentos para prevenção e repressão ao trabalho escravo, como o Cadastro de empregadores infratores: “Lista Suja”, criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e ações de órgãos como o Ministério Público do Trabalho e instituições do terceiro setor, que fazem um forte trabalho de investigar e denunciar condições de trabalho análogo à escradão. O blog Âmbito Jurídico publicou um artigo bastante detalhado sobre todas as formas de atuação, você pode conferir clicando aqui.

A Lista Suja foi pública pelo Ministério do Trabalho em outubro deste ano e você pode conferi-la clicando aqui.

Comece agora!

Há ainda muito o que se fazer para diminuir o cenário da escravidão moderna, porém há também muitas formas de se combater esta prática e fomentar propostas socialmente justas e ambientalmente equilibradas, para permitir cada vez mais que iniciativas como estas se tornem cada vez mais viáveis e acessíveis a todas às pessoas!

Uma ótima leitura e boas práticas!

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Autor:

 

Rafael Souza

Biólogo por formação e educador facilitador por propósito de vida. Especialista em Ecodesign e apaixonado pelo ensino da sustentabilidade, atua como educador social na GERAR e como organizador e facilitador do Programa de Ecodesign da Design ao Vivo.

 

 

 

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Referências:

www.walkfreefoundation.org

www.slaveryfootprint.org/

www.akatu.org.br

http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?artigo_id=11299&n_link=revista_artigos_leitura

politize.com.br/direitos-trabalhistas-no-mundo

www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-fair-trade-comercio-justo,82d8d1eb00ad2410VgnVCM100000b272010aRCRD

http://www.fairtrade.org.uk/What-is-Fairtrade/Who-we-are

 

A importância do design para a inovação social e a construção de modelos regenerativos de desenvolvimento

Como criar novas oportunidades, gerar negócios, resolvendo problemas e promovendo mudanças na forma como as pessoas  se relacionam entre si e com o meio que as envolve?

No módulo 4 do Programa de Ecodesign trabalhamos o tema Inovação Social: Comunidade e Consumidores. Ezio Manzini, doutor em Design e  Diretor da Unidade de Pesquisa Design e Inovação para a Sustentabilidade  do Politécnico de Milão e uma das referências em nosso programa, em seu livro “Design para a Inovação Social e Sustentabilidade”, a importância do conceito bem como todos elementos que envolvem o processo de inovação, que pode se dar em comunidades, organizações privadas e no terceiro setor.

Para Ezio, a “insustentabilidade, em uma escala local, é um processo de deterioração de contextos de vida, causado pela proliferação de bens remediadores, a crise de bens comuns e o desaparecimento do tempo contemplativo”.

Antes de falar em inovação social é importante compreender o contexto. O modelo de desenvolvimento que vivemos hoje, apesar de todos os avanços nas ciências, na produção de conhecimento e produção tecnológica, promove um modelo de bem estar baseado no consumo, onde quanto mais bens materiais (ou bens remediadores) temos mais a sensação de bem estar.

Naturalmente, um modelo de desenvolvimento que estimula o bem estar pelo consumo, iria gerar graves problemas socioambientais. Vivemos em uma sociedade que consome 100% dos recursos e serviços ambientais disponíveis em um ano (quantidade de recursos consumidos que permita a auto-regeneração de bens renováveis), são consumidos antes de setembro de cada ano. Além disto este consumo é desigual. De acordo com a United Nations Environment Programme – UNEP, cerca de 20% da população consome 80% dos recursos no mundo.

A proliferação destes bens remediadores vem acompanhada de uma crise de bens que são comuns a todos, sejam estes materiais (infraestrutura, qualidade dos aparelhos urbanos disponíveis à sociedade, acesso a produtos e serviços públicos) ou imateriais (senso de comunidade e interdependência, colaboração). Da mesma forma, poderíamos dizer que estamos vivendo uma “crise do tempo”. A vida acelerada do dia-a-dia, associada aos contextos urbanos onde “perde-se” muito tempo nas atividades diárias está fazendo as pessoas não terem mais tempo para a contemplação, abstração, geração de novas ideias, relaxamento.

Pensar em Inovação Social, nesta perspectiva, é pensar na transição da sociedade para um modelo de desenvolvimento que sustente a vida e favoreça as relações, assim como ocorre nos sistemas naturais. É uma nova forma de pensar a sustentabilidade, como um processo de “aprendizagem social”, da qual fará parte a construção de novas tecnologias e de valores, melhorando a gestão de seus recursos e indo além da conservação, propiciando regeneração ambiental na medida em que se regenera também a qualidade de vida das pessoas.

Segundo Manzini, este processo de transição ocorre por meio da experimentação de novas possibilidades de criar, consumir produtos, na criação e difusão de novos estilos de vida, que tenham seu bem estar fundamentado nos contextos, na regeneração dos bens comuns, na criação de serviços colaborativos e de uma “ecologia do tempo”.

Neste aspecto, a Inovação Social surge como forma de implementação de estratégias de sustentabilidade mas não pela perspectiva da escassez e sim da criatividade e de um novo olhar sobre como nosso modelo de vida interage com o meio.

 

Somos uma Comunidade Global e Local

A Inovação Social surge a partir do entendimento do momento em que a humanidade está passando e se percebendo como agente, ao mesmo tempo, influenciado e influenciador deste contexto, ou nas palavras de Edgard Morin, quando entendemos que “produzimos a sociedade que nos produz”.

Por sua vez, a realidade global desencadeia variados contextos locais. Cada região exibe os reflexos do modelo de vida atual com suas particularidades. Para falar, portanto, em inovação social é importante definir o que é uma comunidade.

Uma “comunidade” é uma construção sociológica, que pode ser definida como o “estado ou qualidade das coisas materiais ou das noções abstratas comuns a diversos indivíduos, comunhão” (Houaiss, 2001) e que, de acordo com Webber (1987, p. 77), uma  “relação social na medida em que a orientação da ação social, na média ou no tipo-ideal, baseia-se em um sentido de solidariedade: o resultado de ligações emocionais ou tradicionais dos participantes.”(Webber, Max; 1987)

Portanto, o processo de Inovação Social precisa levar em consideração aspectos globais mas, sobretudo, as peculiaridades de cada região.

Empoderar para inovar – Inovar para empoderar

Assim como o conceito de comunidade, não há como se falar em inovação social sem falar em “Empoderamento”. Empoderar significa conceber poder a si ou ao outro, propiciando a tomada de poder de influência de um indivíduo ou grupo social, de forma a permitir que estes promovam mudanças no contexto que os envolvem. O processo de empoderamento passa pela capacidade de autonomia dos indivíduos de uma comunidade, mas principalmente, da comunidade enquanto um coletivo organizado, que se reconhece como tal e celebra sua emancipação, que acontece por meio de conquistas que são adquiridas pelo coletivo.

A importância do reconhecimento de uma comunidade que se identifica enquanto um coletivo organizado capaz de gerar suas próprias soluções se faz importante para que o conhecimento, bem como os valores aprendidos e apreendidos coletivamente, não se percam ao longo do tempo.

 

Horta comunitária do bairro Cristo Rei, em Curitiba, Paraná. Os moradores da região criaram um coletivo e se articularam politicamente para conseguir a autorização para manter o plantio da horta na calçada, mudando a lei que, até então, proibia a prática.

 

 

O empoderamento, portanto, não surge por meio de uma relação “top-down”, como ocorre em organizações convencionais, onde o processo de decisão é tutelado ao outro. Surge a partir de interações complexas e horizontais  – “de baixo para cima”(bottom-up), “de cima para baixo”(top-down) e “entre pares” (peer-to-peer) – , e que tem como característica o fato de que o processo de geração de soluções e tomadas de decisão surge a partir da cosmovisão das partes envolvidas no contexto.

 

 

 

A Bicicletaria cultural, de Tissa Valverde e Fernando Rosenbaum. Mais que uma bicicletaria, o espaço organiza atividades culturais, cursos, desde mecânica básica até ciclo empreendedorismo e organiza um projeto de adoção de bicicletas.

 

 

De acordo com Ezio Manzini, as comunidade criativas são organizações sociais que não podem ter seu nascimento planejado. Isto se deve ao fato de que o “senso de comunidade” ou a percepção de ligação e interdependência entre os diferentes indivíduos de um grupo, por vezes depende de uma “cola”, algum símbolo, problema ou objetivo que une o grupo.

 

Esta união pode, portanto, ser ou não temporária, gerando soluções prototípicas ou até mesmo  soluções maduras e  implementadas, esta última, caracterizada pela transformação da solução em forma de empreendimento, passível de ser escalável e replicável para diferentes contextos.

 

 

Design como estratégia de Inovação Social

Apesar de sua criação não poder ser planejada, é possível tornar a sua criação mais provável, a partir da criação de um ambiente favorável, com “serviços,produtos, espaços e ferramentas comunicativas de suporte”.

O design, portanto vem como uma habilidade fundamental, capaz de criar um ambiente favorável para a construção de relações significativas e desenvolvimento do potencial criativo para  gerar soluções para atender às suas necessidade. Além disto, o design se faz essencial na medida que permite a replicação e escalonamento das soluções criadas para diferentes contextos.

Segundo Ezio, a aplicação do Design em processos de Inovação Social se faz importante na medida em que auxilia as comunidades a “gerar visões de um sistema sociotécnico sustentável; organizá-las visões num sistema coerente de produtos e serviços regenerativos, as soluções sustentáveis e comunicar tais visões e sistemas adequadamente.”(Manzini, 2008)

IDDS – International Development Design Summits

Realizado pela  International Development Innovation Network (IDIN), em parceria com o D-LAB do Massachusetts Institute of Technology, o MIT, o IDDS são experiências práticas de design que reúnem pessoas de todas as formas de vida para criar inovações práticas e de baixo custo para melhorar a vida das pessoas que vivem na pobreza.

 

O processo de Inovação Social envolve pesquisadores de todo o mundo e enfatiza a importância da “co-criação”. A ideia é de que trabalhar com as comunidades é mais poderoso do que projetar soluções para elas. Durante uma cúpula, os participantes trabalham em equipes com membros da comunidade de países em desenvolvimento, aprendem o ciclo de design, identificam problemas e soluções e projetam protótipos.

 

 

A metodologia se baseia em 4 fases , que vão desde a introdução na comunidade, a imersão e enquadramento do problema até as geração de soluções e prototipação. Segue um conjunto de princípios que norteiam a forma na qual as soluções serão criadas e implementadas, de forma a fazer com que a comunidade se empodere das inovações que forem geradas.(IDIN, 2017)

 

Metodologia IDDS – Fonte – IDIN – International Development Innovation Network

 

CASE – IDDS AMAZÔNIA

Rafael Camargo  – designer, cartunista e Professor PUCPR, nos relatou sua experiência de 3 semana com diversos profissionais e pesquisadores de diferentes áreas junto a uma comunidade de ribeirinhos na margens do Rio Amazonas.

O IDDS Amazonia reuniu cerca de 40 participantes de diversas origens para co-criar soluções na Associação de Produtores Orgânicos de Boa Vista do Acará.

Os participantes trabalharam em estreita colaboração com os membros da comunidade local para aprenderem como viviam e procuraram entender os desafios que essas comunidades enfrentam.

Cinco equipes formaram-se para operar oficinas temporárias, ou “laboratórios”, que serviram como espaços colaborativos para co-criar soluções inovadoras para desafios de desenvolvimento relacionados à água, alimentação, energia, construção e um tópico aberto.

A experiência de Rafael gerou grandes reflexões acerca de empoderamento, linguagem, lucro e sobre como lidar com diferentes visões de mundo e expectativas para promover inovações sociais.

Você pode conferir a palestra que Rafael ministrou no lançamento do Programa de Ecodesign abaixo!

Palestra Inovação Social na Amazônia – Parte 1

Estamos ao vivo! Confira a palestra Inovação Social na Amazônia, com Rafael Camargo.

Publicado por Design ao Vivo em Terça-feira, 21 de março de 2017

 

Palestra Inovação Social na Amazônia – Parte 2

 

Retomamos a nossa transmissão!

Publicado por Design ao Vivo em Terça-feira, 21 de março de 2017

 

Referências:

  •  International Development Innovation Network (IDIN) – https://www.idin.org/idds
  • Manzini. E.  Design para a inovação social e sustentabilidade: comunidades criativas organizações colaborativas e novas redes projetuais. Ezio Manzini; Rio de Janeiro: E-papers, 2008a. (Cadernos do Grupo de Altos Estudos; v. 1)
  • Morin. E. Introdução ao Pensamento Complexo
  • Nexo Jornal. A origem do conceito de empoderamento, a palavra da vez Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/10/06/A-origem-do-conceito-de-empoderamento-a-palavra-da-vez
  • The UN Global Compact – Disponível em – http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:3RrFhPhUB5IJ:www.unep.fr/shared/publications/other/dtix0601xpa/docs/en/Module2%2520-%2520Session1.ppt+&cd=3&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

  • Weber, Max. Conceitos básicos de Sociologia. São Paulo: Editora Moraes, 1987. Em Mocellim, A. D. A comunidade: da sociologia clássica à sociologia contemporânea. PLURAL, Revista do Programa de Pós‑Graduação em Sociologia da USP, São Paulo, v. 17, n. 2, pp.105-125, 2011. Disponível em: www.revistas.usp.br/plural/article/download/74542/78151

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Autor:

 

Rafael Souza

Biólogo por formação e educador facilitador por propósito de vida. Especialista em Ecodesign e apaixonado pelo ensino da sustentabilidade, atua como educador social na GERAR e como organizador e facilitador do Programa de Ecodesign da Design ao Vivo.

Ecodesign e Indicadores de impacto social e ambiental

Como avaliar os benefícios da aplicação de metodologias de Ecodesign no desenvolvimento de projetos?

Desde a Conferência de Estocolmo em 1972, quando, pela primeira vez, chamou-se atenção para os impactos negativos do processo de desenvolvimento no meio ambiente e no tecido social, bem como com a criação do conceito de Desenvolvimento Sustentável, proposto pelo relatório Brundtland, em 1987, há uma crescente preocupação em como criar meios de mensurar os impactos das ações da sociedade, bem como comunicá-las de forma eficiente ao público.

Em todo o processo de desenvolvimento de projetos é de vital importância o estabelecimento de indicadores, que mensurem, quantitativamente e qualitativamente os benefícios da aplicação de metodologias de Ecodesign em comparação com processos tradicionais, no desenvolvimento de produtos, serviços e processos.

Christian Ullmann, professor do terceiro módulo do Programa de Ecodesign, nos apresentou cases nacionais e internacionais, ressaltando a importância da aplicação de métodos para a avaliação e comunicação de indicadores de sustentabilidade.

O que são indicadores?

Segundo Quiroga (2002), um indicador é uma variável que, em função do valor que assume em determinado tempo, desdobra significados que não são aparentes imediatamente, pois existe um construtor cultural e de significado social que se associa ao mesmo. Desta forma, nos permitem sintetizar informação sobre uma realidade complexa e variável. Os indicadores são em si informação seleta e processada, cuja utilidade tem sido predefinida e sua existência justificada, portanto permitem a realização de um trabalho mais eficiente, auxiliando-nos a evitar conseqüências indesejáveis que possam ocorrer com maior freqüência quando não se pode produzir ou processar toda a informação pertinente para o caso.

Em especial na indústria, é essencial saber identificar como o processo de desenvolvimento de seus produtos podem impactar aqueles que fazem parte do processo, ou são impactados indiretamente por eles. Estes indicadores são importantes para compreender e aplicar melhorias em todo o ciclo de vida de seus produtos. É igualmente importante saber não apenas identificar, mas comunicar. Com a crescente exigência por parte do público consumidor, as indústrias precisam tornar o seu impacto mais transparente, seja no consumo de insumos naturais, água e energia.

Abordagens estratégias da aplicação do design para a sustentabilidade (Manzini & Vezolli, 2002)

Existem diferentes modelos de indicadores, sejam sociais ou ambientais, que podem ajudar as empresas a melhorar seu modelo de produção e consumo. Estes modelos funcionam auxiliando na análise dos impactos gerados pelo processo produtivo, gerando informações para a identificação de medidas de mitigação social e ambiental, bem como as estratégias de compensação dos impactos gerados e a comunicação destas informações com clareza para o consumidor.

 

O conhecimento destes diferentes modelos é importante também para o profissional de Ecodesign, pois é a partir deles que irá se basear a aplicação das metodologias adequadas no design,desenvolvendo estratégias que envolvam todo o processo de produção e consumo de produtos e serviços, que segundo Manzini & Vezzoli( 2002),  podem se dividir em quatro níveis principais,abordagens em que o design pode atuar para a sustentabilidade, como descritos ao lado:

 

 

 

Manzini e Vezzoli (2002) – ACV – Avaiação de Ciclo de Vida 

Infográfico sobre os fluxos de matéria, energia e geração de resíduos, considerados na ACV

De acordo com Manzini & Vezzoli (2002), a ACV  – Avaliação de Ciclo de Vida de Produto, é uma metodologia que quantifica as entradas e saídas de matéria e energia de um sistema e classifica este fluxo em categorias de impactos ambientais.

O ciclo de vida de um produto refere-se às trocas (input e output) entre o ambiente e o conjunto dos processos que acompanham o “nascimento”, “vida” e a “morte” do produto. O ciclo de vida é considerado desde a extração dos recursos necessários para a produção das matérias-primas que o constituem até o tratamento final dos mesmos materiais após seu uso. É o conjunto de atividades e processos que absorvem matéria e energia para as operações de transformação e que liberam emissões diversas para a natureza.

O produto é interpretado em relação aos fluxos de matéria, energia e emissões das atividades que o acompanham durante toda sua vida do berço ao túmulo ou do berço ao berço. “Esta abordagem permite uma visão ampla da vida do produto, de seu futuro, seu fim de vida e valor atribuído na reintegração no ciclo de outro produto.”

 

Desenvolvendo produtos “do berço ao berço” – Metodologia Cradle to Cradle

De acordo com Kazazian (2005), nos sistemas naturais há um “fluxo continuo de transformação da matéria, que garante a evolução. A matéria nunca é destruída, mas transformada.” Porém, diferentemente dos ciclos no ambiente natural, nos sistemas industriais, há cerca de 200 anos os diferentes produtos são desenvolvidos a partir de um modelo (mental e produtivo) linear. As industrias contemplam, na criação de seus produtos, seu ciclo de vida até o consumo, ignorando o que acontece  após o uso, levando estes produtos a um descarte inadequado, pressionando as cidades a lidarem com a alta geração de diferentes tipos de resíduos criada pela falta de um planejamento que contemplem todo o ciclo de vida de um produto.

A metodologia Cradle to Cradle (de Berço a Berço  – C2C®) é uma metodologia que estimula a inovação para criar um sistema produtivo circular “do berço ao berço” onde não existe o conceito de lixo, tudo é nutriente para um novo ciclo e resíduos são de fato nutrientes que circulam em ciclos contínuos.

A metodologia oferece uma estrutura simples e efetiva para a criação de produtos e processos industriais inspirados em métodos naturais, possibilitando a constituição de sistemas cíclicos de fluxos de materiais seguros e saudáveis para os seres humanos e para a biodiversidade.

 Neste sistema, os materiais empregados no processo produtivo são diferenciados entre dois ciclos industriais.

Os materiais provenientes do Ciclo Biológico são biodegradáveis e o uso é pensado para que possa retornar como nutrientes biológicos para o solo. Os materiais do Ciclo Técnico são  aqueles que não são produzidos de forma continua (materiais não renováveis). Estes materiais são otimizados de forma a circular em ciclos fechados. Neste sistema, ao contrario do modelo convencional, todos os produtos, bem como seus insumos, são desenhados para que alimentem continuamente a geração de novos produtos.

Resultado de imagem para cradle to cradle

Diferenciação entre os ciclos no sistema Cradle to Cradle – Créditos da imagem: EPEA

 

NBR ISO 14040   NBR ISO 14044 – Gestão ambiental – Avaliação do ciclo de vida

Quem define os princípios e a estrutura para se conduzir e relatar estudos de ACV é a norma NBR ISO 14040, já os requisitos e diretrizes da aplicação são definidas pela NBR ISO 14044. Um Estudo de ACV completo deve contemplar desde a extração dos recursos naturais até o destino final do produto. A este processo de quantificação dá-se o nome de Inventário de Ciclo de Vida.

Water Footprint Network – Cálculo de pegada hídrica

A pegada hídrica é um indicador do uso da água que considera não apenas o seu uso direto por um consumidor ou produtor, mas, também, seu uso indireto.  A pegada de um produto é o volume de água utilizado para produzi-lo, medida ao longo de toda cadeia produtiva. É um indicador multidimensional, que mostra os volumes de consumo de água por fonte e os volumes de poluição pelo tipo de poluição; todas as componentes de uma pegada hídrica total são especificadas geográfica e temporalmente.

A water Footprint Network é uma rede interWater Footprint Networknacional formada por organizações públicas e privadas que desenvolve soluções para diminuir e melhorar o consumo de água no mundo. Atuando no setor privado,  setor público e nos indivíduos, a rede concentra seus esforços em orientar estes diferentes setores, melhorando a eficiência no uso de água por parte das industrias, tornar a água acessível em todo o mundo e conscientizar e sensibilizar o consumidor sobre o impacto do seu consumo na disponibilidade de água para todos.

 

A pegada de água analisa o uso direto e indireto da água de um processo, produto, empresa ou setor e inclui o consumo de água e a poluição durante todo o ciclo de produção, desde a cadeia de abastecimento até o usuário final.

Base de dados padrão de consumo de água.

Um dos grandes desafios para o cálculo da pegada ambiental no ciclo de vida de produtos é a base de dados para o cálculo do uso dos diferentes insumos naturais utilizado no desenvolvimento de produtos e serviços pela industria. A WFN desenvolveu uma base padrão, o que permite calcular com maior precisão a pegada hídrica independente da região em que a mesma é utilizada.

No site da WFN você também pode conferir a sua pegada hídrica pessoal. Clique aqui para saber mais.

Water Footprint – ISO 14046: 2014

Uma das formas de conduzir e relatar uma avaliação da pegada de água é por meio da norma ISO 14046: 2014. Esta norma especifica princípios, requisitos e diretrizes relacionados à avaliação da pegada de água de produtos, processos e organizações com base na avaliação do ciclo de vida (ACV)

De acordo com a ISO 14046, uma avaliação da pegada de água depende, consequentemente de uma avaliação do ciclo de vida. A partir do conhecimento hidrológico existente, a aplicação da norma permite identificar a quantidade de água  utilizada e as mudanças na qualidade da água, incluindo dimensões geográficas e temporais relevantes , essenciais para um diagnostico preciso sobre os  potenciais impactos ambientais relacionados à água.

Desta forma, a aplicação da norma contribui, para além da avaliação dos impactos, a identificação de oportunidades para a redução de riscos nos diferentes estágios do ciclo de vida, bem como o fornecimento de informações importantes para os tomadores de decisão na indústria, governos ou organizações não governamentais de seus potenciais impactos relacionados à água. Porém, a comunicação dos resultados da pegada da água sob a forma de rótulos ou declarações, está fora do escopo da ISO 14046: 2014.

ISO 14067:2013 – Gases do efeito estufa – Pegada de carbono de produtos

Esta norma especifica princípios, requisitos e diretrizes para a quantificação e comunicação da pegada de carbono de um produto bem como  na comunicação por meio rótulos ambientais e declarações.  A ISO aborda apenas a categoria de impacto relacionada à mudanças climáticas e é aplicável a estudos CFP e diferentes opções para comunicação CFP com base nos resultados desses estudos. É importante que esta seja acompanhada pela ISO 14064-2:2006, que irá fornecer as bases para  especificação e orientação a nível de projeto para quantificação,monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissões de gases de efeito estufa ou melhorias de remoção.

 

Certificação internacional de pegada social.

Social Footprint

A Social Footprint -Product Social Identity é uma certificação internacional de pegada social.

Criada  por meio da colaboração entre três organizações certificadoras – Bureau Veritas, CERTIQUALITY, GL DNV Business Assurance, a certificação  visa a envolver o consumidor nas decisões de compra mais consciente e apoiar os produtores que promovem uma comunicação mais transparente para o mercado, estimulando a melhoria das condições éticas e sociais entre todos os players do setor.

A rotulagem SFP prevê dois níveis, de acordo com o número, tipoe detalhamento dos indicadores.

A rotulagem SFP prevê dois níveis, de acordo com o número, tipo e detalhamento dos indicadores.

 

 

Por meio de uma metodologia clara é possível reconhecer o tamanho da produção, atividades (industrial, agropecuária, familiar)e, desta forma, estimular a melhoria das condições éticas e sociais dos diferentes anéis de sua cadeia produtiva.

A criação destes indicadores também possibilitam tornar transparente para o consumidor a cadeia a partir do qual um produto vem , a localização de fornecedores e atores envolvidos no processo de produção final do produto e a informação relativa.

A organização pode se comunicar com a ‘pegada social’. A ‘marca social’ é medida através do uso de indicadores sujeitos ao parecer de um comitê especial da SFP.

 

 

 

 

Como comunicar estes indicadores para o público consumidor?

 

Projeto Traces

Além de identificar os impactos sociais e ambientais e de desenvolver as estratégias de mitigação e compensação de impacto adequadas, é essencial empoderar o consumidor por meio da comunicação de seu produto, apresentando com clareza e atratividade os benefícios proporcionados pela aplicação das práticas de ecodesign.

Por meio do Ministério do Meio Ambiente, Terra e Mar da Itália e em parceria com o Instituto-e, Christian Ullmann participou da realização do projeto TRACES, que identificou as pegadas social,de carbono e de água de 6 das principais fábricas de uma marca mundial da área de vestuários.

 

 

 

Projeto Traces

 

 

A partir do projeto, foram rastreados o impacto ambiental e social e desenvolvidas as medidas de mitigação em algumas das comunidades produtoras como a da ilha de Mexiana, no arquipélago de Marajó, por exemplo.

O projeto foi comunicado por meio de vídeos, publicações e nas tags das roupas da marca.

 

 

Projeto Traces

 

As tags dos produtos envolvidos no projeto fornecem informações acerca da quantidade de carbono emitido, a quantidade de água envolvida na produção de cada peça e no aspecto social, as tags contém um mapa identificando as regiões envolvidas em seu processo produtivo.

Um bom exemplo de como estas informações podem ser uma medida qualitativa e quantitativa que, levando em conta o aumento da consciência do consumidor em relação ao impacto social e ambiental no desenvolvimento de produtos, pode ser utilizada, bem como a qualidade e o custo do produto, como critério de escolha na hora da compra. Por meio destas iniciativas é possível começar a incluir com mais transparência e realidade os reais custos de produção na venda de produtos, custos estes, até então, tratados como externalidades econômicas.

 

 

Conhecer normas para a identificação de impactos sociais e ambientais no desenvolvimento de projetos, metodologias criativas para a implementação de abordagens estratégicas de design para a sustentabilidade são essenciais para todo o profissional de sustentabilidade, que trabalhe dentro de grandes industrias ou que empreenda em seus próprios projetos.

Saiba mais sobre o Programa de Ecodesign e os demais programas oferecidos pela Design ao Vivo!

 

 

Referências:

– http://www.c2ccertified.org/

– http://www.epeabrasil.com

– https://www.iso.org/standard/43263.html

– KAZAZIAN, Thierry. Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvimento sustentável. Editora SENAC. São Paulo, 2005.

– MANZINI, Ezio; VEZZOLI, Carlo. O desenvolvimento de produtos sustentáveis: os requisitos ambientais dos produtos industriais. São Paulo: Edusp, 2002.

– Rayén Quiroga –  Información y Participación em el Desarollo de la Sustentabilidade em America Latina. La transicion hacia el desarrollo sutentável, Mexico: 2002

–  http://www.socialfootprint.it/

– http://waterfootprint.org/en/

Referência da imagem destacada – freepik.com

<a href=”http://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/alimento”>Alimento fotografia desenhado por Dashu83 – Freepik.com</a>

 

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Autor:

 

Rafael Souza

Biólogo por formação e educador facilitador por propósito de vida. Especialista em Ecodesign e apaixonado pelo ensino da sustentabilidade, atua como educador social na GERAR e como organizador e facilitador do Programa de Ecodesign da Design ao Vivo.

Um organismo vivo chamado Amazônia

E se, ao invés de o “pulmão” do mundo, entendêssemos a floresta amazônica como um organismo vivo, com um sistema de órgãos e funções complexas, essencial para a manutenção dos sistemas naturais em seu entorno?

Antonio Donato Nobre, PhD em Earth System Sciences (Biogeoquímica) pela Universidade de New Hampshire, nos explica como a amazônia age como uma usina de serviços ambientais comparável a 50 mil Hidrelétricas de Itaipú, que nos fornece, gratuitamente, os recursos necessários para manter o equilibrio ecológico da região centro-oeste e sudeste do paí de forma simples.

Nesta breve apresentação, o pesquisador destaca a importância deste ecossistema para a manutenção do clima no Brasil e no mundo e como esta descoberta nos mostra que é possível sim recuperar os diferentes ambientes degradados pela ação do homem, incluindo desertos.

 

“Se pudéssemos estabelecer florestas nessas outras áreas, podemos reverter as mudanças climáticas , inclusive o aquecimento global.”

 

Equilíbrio emocional e Sustentabilidade – sobre reconhecer e se reconhecer no mundo

Compreender a sustentabilidade é compreender-se enquanto parte da grandiosidade da vida que acontece no mundo. É reconhecer o nosso mundo externo e reconhecer-se a medida em que compreendemos a nós mesmos, que a forma como enxergamos e interagimos com o mundo externo é fruto de como nos relacionamos com o nosso mundo interno.

 

Desta forma, quando se fala em sustentabilidade e sobre a liderança em sustentabilidade, naturalmente, é preciso falar sobre a nossa saúde, física, emocional e psicológica. Esta é uma dimensão essencial de ser trabalhada quando nos preocupamos em propiciar a transição para um modelo de vida que sustente a vida.

A sustentabilidade dos sistemas naturais se baseia na qualidade do relacionamento que há entre as diferentes formas de vida que habitam o planeta. Para nós seres humanos, passa pela qualidade do relacionamento que temos conosco, com nossas próprias emoções.

Todos sabemos o desafio de lidar com as próprias emoções a dificuldade para identificá-los e conduzir nossas atitudes de forma que gere o melhor resultado para nós e para os outros.

Para aqueles que trabalham empreendendo, liderando ações de sustentabilidade, há diferentes situações em que nossa capacidade de equilíbrio, resiliência são testadas. Situações em que, se não soubermos lidar com nossas emoções, podemos comprometer o sucesso do projeto que estamos liderando.

Programa CEB – Cultivando Equilíbrio Emocional (Cultivating Emotional Balance)

 

 

Pensando nisto, a Design ao Vivo realiza, de 13 de maio a 25 de junho  o programa CEB – Cultivando Equilíbrio Emocional (Cultivating Emotional Balance).


Palestra Gratuita

No dia 04 de maio a Design ao Vivo realizará uma palestra gratuita sobre o CEB, um convite para que interessados possam conhecer mais sobre o tema e o programa.

 

 

 

 

Sobre o CEB

Paul Ekmann, considerado um dos maiores psicólogos do século XX, e Alan Wallace, reconhecido erudito do budismo tibetano, físico e professor, desenvolveram, a pedido de S. S. Dalai Lama, o programa  “Cultivating Emotional Balance” (Cultivando o Equilíbrio Emocional – CEB), um curso internacional que promove conhecimento e ferramentas para trabalharmos o mundo das emoções a fim de cultivarmos felicidade e bem-estar sustentáveis.

O programa será facilitado por Rosa Frazão, praticante de meditação há mais de 15 anos, tendo aprofundado sua prática em diversos retiros na Tailândia, India, Austrália e Estados Unidos com mestres como S.S. Dalai Lama, Tsoknyi Rinpoche e o professor Alan Wallace. Rosa é certificada como instrutora internacional do curso Cultivating Emotional Balance (Cultivando o Equilíbrio Emocional) pelo Santa Barbara Institute of Consciousness Studies, na Califórnia. Atualmente é tradutora de conteúdos científicos relacionados ao budismo.

Serviço:

CEB  –  Cultivando Equilíbrio Emocional (Cultivating Emotional Balance)

Desconto especial para inscrições até o dia 30 de abril.

Palestra Gratuita

Dia: 04 de maio das 19h00 às 22h00

Local: Sede da Design ao Vivo – Rua Dom Alberto Gonçalves 556 – Mercês.

Evento Facebook: https://www.facebook.com/events/1885249245087786/

Programa CEB

Data: De 13 de maio a 25 de junho  (encontros quinzenais aos sábados e manhãs de domingo.)

Sábados: 8h30 às 18h | Domingos: 9h às 12h

Local: Sede da Design ao Vivo – Rua Dom Alberto Gonçalves 556 – Mercês.

Evento Facebook: https://www.facebook.com/events/403336640025000/

Mais informações e inscrições:

Bernadete Brandão 41-88189989 [por whatsapp]
equilibriocuritiba@gmail.com

Você gostaria de fazer o Programa de Ecodesign mas perdeu o módulo 1? Ainda há tempo para participar!

 

 

Você gostaria de fazer o Programa de Ecodesign mas perdeu o módulo 1?

Devido à procura por inscrições para participar do Programa de Ecodesign após o início do módulo 1, a Design ao Vivo abrirá mais uma possibilidade de participação.

No sábado, dia 29 de abril,  haverá uma aula de atualização em relação aos conteúdos que foram passados no módulo 1 do programa – Parâmetros para o Ecodesign e a Sustentabilidade.

Onde será realizada a aula de atualização?

Sede da Escola Design ao Vivo – Rua Dom Alberto Gonçalves, nº 556 (esquina com Paulo Graeser Sobrinho), bairro Mercês, Curitiba.

E o horário?

Sábado, das 8h30 às 22h00

Como faço para participar da aula de atualização e do Programa de Ecodesign?

Para participar, é necessário fazer a inscrição para o programa.

Faça sua inscrição aqui!

Em caso de dúvidas entre em contato conosco pelo e-mail contato@designaovivo.com.br

 

SOBRE O PROGRAMA DE ECODESIGN

O Programa de Ecodesign da Escola Design ao Vivo, tem uma abordagem transdisciplinar e integradora, de co-construção, de se colocar pessoalmente e coletivamente para o desenvolvimento da visão sistêmica da sustentabilidade, criando habilidades para aplicar critérios e modelos práticos em projetos visando inovação, lucros e soluções sustentáveis, e articular o maior número de participantes e seres para sincronizar um círculo virtuoso de produção e consumo.

O programa visa pelo uso de conceitos, metodologias e ferramentas para reduzir o impacto sócio-ambiental de produtos e serviços, habilitando-nos a atuar em cadeia e processos produtivos, integração da rede de participantes e fornecedores, em soluções ambientais e de inovação social e na comunicação com o público consumidor para conscientizar e criar empatia e responsabilidade.

Saiba mais sobre o Programa de Ecodesign clicando aqui!

 

 

 

 

O Ecodesign como estratégia de desenvolvimento de competências profissionais e empreendedoras

O profissional de sustentabilidade tem uma importância fundamental no desenvolvimento de projetos nos diferentes segmentos de produção de produtos e serviços. A área ambiental é uma das mais promissoras e vem se ramificando em novas profissões, dentre elas, a figura do ecodesigner, seja para desenvolvimento de projetos de produtos, serviços e processos, como também na gestão de sustentabilidade dentro das empresas, e no lançamento de novas iniciativas empreendedoras.

O ecodesigner é um profissional com competência para entender cenários complexos, avaliar impactos de empreendimentos de forma sistêmica, traçar critérios de sustentabilidade para projetos e encontrar soluções criativas para impedir a contaminação de solo,dos lençóis freáticos e do ar, a escassez de recursos, preservar e conservar a biodiversidade de sistemas naturais assim como bens imateriais, além de incluir a cultura de povos tradicionais.

Da mesma forma, empreendedores de seu próprio negócio, precisam desenvolver competências de caráter humano e técnico, que os prepare para poder olhar sistemicamente e aplicar soluções sustentáveis para seus empreendimentos.
A sociedade e, consequentemente, o consumidor está cada vez mais consciente e exigente da qualidade do que consome, não apenas pelo impacto que este terá em sua vida pessoal, mas pelo impacto gerado por seu processo produtivo na sociedade e nos sistemas naturais. Este aumento de consciência e mudança de comportamento social vem como consequência da maior evidência em relação aos impactos gerados pelo consumo no mundo, o que exige de profissionais e empreendedores, um olhar cada vez mais sensível, uma mente cada vez mais criativa, as habilidades técnicas e a atitude necessária para idealizar, planejar e executar projetos que integrem as diferentes dimensões da sustentabilidade e, desta forma, seja lucrativo para todos, para o empreendedor, para a sociedade e para o planeta, destaca Bernadete Brandão, ecodesigner e diretora da escola Design ao Vivo

Esta evolução do entendimento sobre o que é sustentabilidade e todas as competências necessárias para a aplicação correta deste conceito, vem trazendo a necessidade de novas referências e modelos de desenvolvimento de projetos.

As dimensões da sustentabilidade nos processos e serviços, proposto por Ignacy Sachs, propõem os eixos desta visão sistêmica e articulada.

Esta visão mais ampla, que contempla outros aspectos além das dimensões social, econômica e ambiental, permite ao profissional mais possibilidades de avaliar o real impacto que um projeto, seja ele de produto ou serviço, podem gerar.

Formação em Ecodesign

No dia 6 de abril a Design ao Vivo lançará a terceira edição do Programa de Ecodesign. O curso é coordenado pela ecodesigner curitibana Bernadete Brandão e terá a participação de professores de todo o país. Serão 13 módulos no total, sendo dez módulos de aulas teóricas e três módulos para a execução de um projeto aplicado na prática na forma de projeto e seminários orientados por tutores e mentores. “Estes professores trarão a inspiração para alimentar os grupos de aprendizagem e prática”, comenta a especialista.

No conteúdo programático da formação estarão temas como a Economia na forma de compreender ‘uma outra economia’ a do Capitalismo natural, a da Economia Solidária, Ecologia, Ética Profunda, Consumo e Mercado ético, bem como diferentes temáticas e ferramentas do Design, como o EcoDesign Thinking, Slow Design, Biomimetismo e Criatividade, Design e Inovação Social, entre outras. Entre as ferramentas de reflexão estão a Meditação e Rodas de conversas e diálogos em grupos de aprendizagem.

A proposta é um curso onde o aluno seja protagonista do seu próprio desenvolvimento, sendo capaz de fazer escolhas valorizando a integralidade do ser humano, bem como, sua visão de mundo, suas vivências e experiências.

O programa é voltado para líderes empreendedores de novos negócios ou que empreendem internamente em uma organização. Entusiastas, ativistas, criativos, planejadores, gestores. Profissionais e graduandos de várias áreas de formação, consultores e profissionais graduados nas áreas de Design, Engenharia, Arquitetura, Inovação Social, Economia, Biologia, Comunicação, Marketing e Humanas.

LANÇAMENTO:

O Programa de Ecodesign tem início no dia 7 de abril e no dia 6 de abril a Design ao Vivo irá oferecer uma aula inaugural aberta a todos.

CONFIRA A AGENDA DE ATIVIDADES:

6 de abril
Programa de Ecodesign – Aula Inaugural
Palestra Ecodesign,nutrindo a felicidade, com bernadete brandão
Horário: 19 horas
Local: Sede do IBQP – R. Dr. Corrêa Coelho, 741 – Jardim Botânico, Curitiba – PR, 80210-350

Dias 7, 8 e 9 de abril – Módulo 1 – Parâmetros para o Ecodesign e a Sustentabilidade
Local: Sede da escola Design ao Vivo – Rua Dom Alberto Gonçalves, nº 556 esquina com Paulo Graeser Sobrinho, Mercês.

BERNADETE BRANDÃO

Coordenadora da escola Design ao Vivo – Escola de Formação em Ecodesign, Biomimetismo, Métodos para o Design Sustentável e outros cursos e práticas ligados a sustentabilidade. É designer de produto, formada pela Universidade Federal do Paraná (1983), autora premiada de diversos produtos ecossustentáveis e consultora de empresas em gestão do design, design estratégico e design sustentável.

INFORMAÇÕES:

E-mail: contato@designaovivo.com.br
Tel/whatsapp : 41.988189989
Site: www.designaovivo.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/designaovivo/?fref=ts

Lama Padma Samten no VIII Congresso de Meio Ambiente – RS

Palestra de abertura do VIII Congresso de Meio Ambiente da AUGM,  cujo o tema é O BEM VIVER, BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE

“Precisamos fazer transições no modo como enxergamos o Meio Ambiente. Não devemos nos posicionar nos modos de encontrar outras fontes de energia, por exemplo, mas em modos de redefinir as formas de viver”, ressalta Samten.

Lama Samten faz abertura de *o. Congresso de Meio Ambiente - AUGM

Lama Samten faz abertura de 8o. Congresso de Meio Ambiente – AUGM

 

“O ambiente não é um ornamento, um simples fornecedor de recursos, de meios. Falar de sustentabilidade não é organizar apenas a vida humana”, ponderou o Lama Padma Samten, palestrante de abertura da 8ª edição do Congresso de Meio Ambiente da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), neste dia 15 de julho. O evento, realizado na UFRGS  conta com representantes de universidades públicas e autônomas de seis países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

O tema do Congresso é ‘Bem Viver, Biodiversidade e Sustentabilidade’, dando continuidade ao tema desenvolvido no congresso geral da AUGM, realizado ano passado, também na UFRGS. O convidado da abertura, um ex-professor da UFRGS que passou a se dedicar ao budismo, chamou a atenção para o uso do termo “recurso”, quando relacionado à natureza.

Segundo ele, a visão antropocêntrica diante do ambiente coloca o homem como superior, mas “não há como estarmos bem se o ambiente esta mal”, apontou o palestrante que, ainda, situou o tema em outras áreas, como educação, saúde, trabalho e economia, desafiando a “uma resposta com criatividade e não conservadora às questões amplas”. Ele também respondeu às questões da plateia.

Abertura

Na cerimônia de abertura, participaram o reitor em exercício da UFRGS, Rui Vicente Oppermann, o secretário-executivo da AUGM, Alvaro Maglia, o coordenador do Comitê de Meio Ambiente da AUGM, Jorge Luis Frangi, além do coordenador e do coordenador adjunto do congresso: Darci Campani e Fábio Kessler Dal Soglio. O coordenador do congresso destacou a importância do tema como emergente nas discussões. E o secretário-executivo da AUGM posicionou esse tema como estratégia para a integração regional.

O reitor em exercício Rui Oppermann saudou os participantes e indicou uma razão que, para ele, torna o evento mais importante: o fato de que o meio ambiente não tem fronteiras e de que sintetiza a integração proposta pela AUGM: “O Meio Ambiente é o espaço sem as diferenças regionais e, para bem viver, é preciso estar aberto às possibilidades”. O objetivo do evento é promover o intercambio da produção da área ambiental, integrando núcleos de ensino, pesquisa e extensão nas mais variadas áreas do conhecimento sobre o ambiente.

Fonte: UFRGS

 

Projetos para um mundo em transição

capa 2

 

 

 

 

A Design ao Vivo, em parceria com o IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidade convidam:

Neste dia  27 de Agosto, das 19:00 às 22:00 na  sede do IBPQ,  convidamos você para palestra Sustentabilidade e Ecodesign – Ideias para um mundo em transição. Na ocasião será a oportunidade para palestra de abertura do curso de ECODESIGN, turma 2015/2016.

“Como utilizar a criatividade e o Design para gerar ideias e inovações para os desafios do novo momento socioeconômico que vivemos no país e no planeta?”

No evento, além da palestra inaugural de Bernadete Brandão, fundadora da Design ao Vivo, vamos apresentar os projetos desenvolvidos pelos Especialistas formados no curso do ano anterior. Os projetos foram desenvolvidos em conceitos e ferramentas mais atuais em Design com base em Parâmetros de Sustentabilidade reconhecidos mundialmente e trazem soluções para diferentes áreas da indústria e serviços.

E são eles:

– Alexandre Linhares l INOVAÇÃO SOCIAL E MODA
– Henrique Godeny Martins l VALORIZAÇÃO DO RESÍDUO ORGÂNICO
– Luan Rodriguez Valloto l MODA ÉTICA E ARTESANATO REGIONAL
– Daniela Teodósio l DESIGN PARA [DES]CONSTRUÇÃO
– Gabriela Garcez Duarte l MODA ÉTICA PARA UM CONSUMO CONSCIENTE’
– Rafael Souza l CO-CRIAÇÃO, ECODESIGN E MODELOS COLABORATIVOS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Um evento para empreendedores, acadêmicos e aspirantes a Ecodesigners na nova turma, mas acima de tudo, criativos em busca de inspirações para a geração de ideias inovadoras que gerem impacto na economia, sociedade e meio ambiente!

Sua participação enriquecerá muito o evento, além de  fortalecer e consolidar a parceria entre o IBPQ e  Design ao Vivo.